Uma das soluções interessantes usadas para alimentar um receptor “AC-DC” de 110Volts a 220Volts consistia na utilização de um “cordão óhmico” (também conhecido por “rabo quente”) que era ligado em substituição do normal cabo de rede.
Este cordão era feito de fio resistivo e de forma a ficar com a resistência exactamente necessária para provocar a queda de tensão de 220Volts para 110Volts.
A queda de tensão no cabo provocava o aquecimento deste, daí o nome popular de “rabo quente”.

Tratava-se de uma solução económica ao transformador e tinha, por outro lado, a vantagem de, quando comparada com a utilização de resistências internas (balastros), não concentrar o aquecimento provocado pela dissipação de calor dentro do receptor.
Vejamos algumas alternativas para substituir este componente muito frágil e já difícil de encontrar:
A primeira delas, mais simples e óbvia é, sem dúvida, comprar um transformador de 110 para 220Volts, e ligar o rádio à tomada através do mesmo. Essa solução dispensa qualquer intervenção interna, é segura e não causará dano algum às válvulas.
Dado o baixo consumo destes receptores, pode usar um auto-transformador, aproveitando a tomada de 110Volts do enrolamento primário de um qualquer modelo de 300 ou 500mA para a alimentação do receptor.
Outra maneira é a simples inserção de uma resistência apropriada, em série com os filamentos das válvulas.
Porém aqui há alguns cuidados a serem levados em conta:
Analogamente, se o rádio usa válvulas do tipo octal ou miniatura com filamentos
de 150mA como por exemplo:
Nos exemplos acima foi omitida a lâmpada piloto que, em alguns casos, faz parte da série de válvulas. No entanto basta adaptar os valores, usando o mesmo raciocínio, adicionando o piloto à soma dos filamentos.
Uma alternativa a estes dois métodos consiste em ligar em série com a alimentação do receptor um condensador de poliéster ou electrolítico não polarizado, cujo valor deverá ser calculado em função da frequência de rede e da reactância pretendida.
Esta reactância acaba por se tornar numa espécie de resistência, provocando a queda de tensão pretendida.
O principal inconveniente é que, em caso de avaria do condensador, que em geral se traduz pela entrada em curto-circuito deste, os filamentos de uma ou mais válvulas se fundirá.
Este artigo teve como base um texto especialmente escrito por Meyer Rochwerger para esta secção.