Histórico: A morte de Hitler


A MORTE DE HITLER


Foto de Hitler e Mussolini


"Se não chegarmos a triunfar não nos restará senão, ao soçobrarmos, arrastar connosco metade do mundo neste desastre" - Hitler a H.Rauschning, "Gesprache"

O ambiente no bunker era tenso, sufocante. Passavam mais de cem dias, entre entradas e saídas, que um pequeno grupo de funcionários, oficiais e chefes nazis, estavam lá como lobos ao redor de Adolf Hitler.

Construído nos jardins da Chancelaria do Reich, em Berlim, este abrigo tinha a função de os proteger dos ataques aéreos aliados que devastavam a capital da Alemanha.

Acentuando ainda mais a situação bárbara e claustrofóbica em que viviam, chegou-lhes a notícia que o Exército Vermelho estava às portas.

No dia 18 de Abril de 1945, um colossal exército blindado de tanques, canhões e aviões, dispersou dois milhões e meio de soldados russos para os arredores da cidade. Mais de um milhão deles combateram numa espectacular batalha de rua, contra as derradeiras forças da resistência alemã. Pelo preço de 300 mil baixas, os soviéticos penetraram-na por todos os lados.

Hitler ainda recebeu alguns convidados mais próximos no seu aniversário em 20 de Abril. Há uma foto dele na ocasião. Com a gola do capote levantada, cumprimenta, do lado de fora da Chancelaria do Reich destruída, alguns jovens da juventude nazi que se tinham destacado na defesa desesperada da cidade.

O Führer estava uma ruína humana. A sua tez acinzentou-se, o rosto encovou-se e os olhos adquiriram uma opacidade de semimorto. Para o consolar e sacudir da letargia depressiva em que se encontrava, Joseph Gobbels, seu Ministro da Propaganda, lia-lhe diariamente trechos da "História de Frederico o Grande", de Carlyle, especialmente a passagem onde é narrada a milagrosa salvação daquele capitão prussiano na Guerra dos Sete Anos (1756-63), que escapou do destino dos derrotados devido a um erro ocorrido entre os seus inimigos.

No dia 29 de Abril, deu-se a reunião final. O General Weidling, governador militar de Berlim, e comandante da LVI Panzer Corps, ainda aventou a possibilidade de uma fuga pelas linhas soviéticas, mas Hitler dissuadiu-o. Não tinham nem tropas, nem equipamento, nem munições, para qualquer tipo de operação.

Era ficar e morrer!

O Führer então despediu-se formalmente das pessoas mais próximas que ainda o seguiam até aquele momento. Pressentindo o suicídio, os que estavam no bunker reagiram de uma maneira inesperada. Muitos, depois de colocarem discos, puseram-se a dançar e alegremente, confraternizaram com os demais, como se um esmagador peso, repentinamente, tivesse sido removido de cima deles. O fascínio de feiticeiro que Hitler exercera sobre eles cessara como que por encanto.

Depois do almoço, no dia 30 de Abril, trancou-se com Eva Braun nos seus aposentos. Ouviu-se apenas um tiro. Quando lá entraram encontraram-no com a cabeça Desfeita à bala e com a pistola caída no colo. Em frente, numa languidez de morta, estava Eva Braun, sem nenhum ferimento visível. Ingerira cianeto, um poderosíssimo veneno. Eram 15:30 horas.

Rapidamente os dois corpos, envolvidos num lençol, foram removidos para o pátio e, com o auxilio de 180 litros de gasolina em que os embeberam, formaram, incendiados, uma enorme tocha. Ao redor deles, uma silenciosa saudação fascista prestou-lhes a homenagem derradeira.


Foto da notícia publicada num jornal


Como era de esperar, a notícia espalhou-se rapidamente e a rádio foi o melhor veículo para isso.

A notícia da BBC correu mundo. Entre incredulidade, espanto e uma incontida alegria, a rádio era, mais uma vez, portadora de esperança num mundo melhor e em paz.

Último discurso de Hitler em Abril de 1945

 

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Hitler morreu! Notícia transmitida pela BBC a 30 de Abril de 1945

 

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