Todas as grandes estrelas, programas, produtores, publicitários que fizeram os “anos de ouro” da rádio nas décadas de 30 e 40, desertaram para a televisão.

A rádio perde a sua identidade, transforma-se numa máquina de reproduzir música.
A grande novidade que é a televisão torna-se numa forte concorrente do cinema.
Em resposta a esta concorrência que leva as pessoas a ficarem em casa, a verem maus espectáculos sem argumento, o cinema aposta em grandes realizações e técnicas, como o cinemascope, 3D, estereofonia, etc.
Em meados dos anos 50, os artistas de variedades brancos começam a imitar os cantores negros dos anos 40. Nomes como Elvis Presley e outros, começam a ser ouvidos e a vender muitos discos em cidades grandes, como New York e Cleveland, nos EUA e Londres na Europa.

Nas rádios locais os “disc jockeys” vendem discos e começam a espelhar e a influenciar a cultura emergente da juventude.
Em fins dos anos 50 os artistas do Rock and Rol, que a rádio ajudou a criar, estão na televisão. A rádio está salva pelo meio que quase a matava prematuramente.
Em meados dos anos 50, Gordon MacClendon, sentado num restaurante, reparou que os jovens ouviam repetidamente as mesmas músicas nas "jukebox". Pensou então, porque não fazer algo semelhante na rádio: criar pequenas listas com as músicas mais ouvidas e passá-las repetidamente.

Estava formatada a rádio.
Com a televisão a tomar conta de todo o entretenimento e a rádio baseada nas "playlists", pouco resta às redes de rádio, do que a difusão de notícias.
No fim da década o total controlo da programação pelos publicitários permite que estes comprem 30 ou 60 segundos de publicidade dentro de um programa, em vez de comprarem todo o tempo deste. Cada programa pode ter mais do que um anunciante, diminuindo assim os custos da publicidade e aumentando os lucros das emissoras.
No entanto, uma boa razão para esta nova forma de controlo da rádio pelos publicitários é o medo de que esta seja tomada por artistas, músicos e escritores comunistas tidos na "lista negra" e que, alegadamente, pretendem derrubar o governo.