Inspiradas no trabalho de profissionais como MacClendon e Bill Drake, centenas de emissoras de AM adoptam uma programação baseada no "Top 40", informação do estado do tempo e temperatura.
Afixados nas cabinas de emissão proliferam os avisos "Seja claro, seja breve" e as músicas, de 3 minutos cada, são escolhidas por homens cínicos e velhos. Abundam os jingles e as promoções.
Os programas, publicidade e música são, agora, direccionados para um público com idade compreendida entre os 12 e os 35 anos, baseando-se esta escolha em estudos demográficos que indicam ser este o grupo de pessoas com maior poder de compra e com disponibilidade para gastar em bens e serviços.
Em 1963, emquanto as estações do "Top 40" em AM, repetem desgastadas músicas de 3 minutos, na Inglaterra, nasce um grupo que mudaria, em todo o mundo, o panorama musical para sempre.

Com os Beatles e os Stones os "Top 40" rejuvenescem com a nova música.
A cena musical está prestes a alterar-se. As audiências são o catalizador para a mudança. De repente há muito mais música, atrevida e audaz, não controlada pelas companhias tradicionais, música que sai de San Francisco e influenciada pelo "Monterey Pop Festival" de 1968.
Entre as manifestações contra a guerra, experimenta-se o sexo e as drogas.
Inventado 40 anos antes, o FM finalmente destrona o velho AM. A música pop exige melhor qualidade e o FM está mais próximo dos sistemas de áudio doméstico.
As emissoras de AM recusam-se a tocar a nova música não conseguindo competir com a qualidade e programação do FM.