Cada vez menos gente executa mais trabalho. Os novos proprietários das emissoras, para reduzir custos, automatizam cada vez mais a programação, partilhando instalações e equipamentos, chegam a controlar 3 estações em simultâneo.
O mesmo edifício, os mesmos técnicos, os mesmos anunciantes, os mesmos locutores e 3 estações ao mesmo tempo! Isto sem qualquer problema com sindicatos ou associações de classe, porque estas, em rádio, são praticamente irrelevantes.
Parece que a rádio continua a ser um bom negócio, a avaliar pelo interesse manifestado por grandes grupos económicos, muitos deles detendo também estações de televisão e jornais.
Muitas destas empresas detêm rádios em várias cidades com funcionamento totalmente automatizado, passando programação exclusivamente musical, vocacionada para faixas etárias muito específicas e pouco exigentes.
Agora um dia inteiro de emissão pode ser guardado, editado e transmitido a partir de um disco duro de computador.

A produção que, antes era feita cortando e emendando com adesivo a fita magnética, agora é feita com um clique de rato.
Os dispositivos de armazenamento analógicos, como gravadores de bobina, cassetes, cartuchos, deram lugar a cartões de memória usados em computador.
A qualidade das reportagens de exterior melhorou significativamente graças à utilização de linhas REDIS e gravadores digitais.