Associação Gaúcha de Emissão de Rádio e Televisão

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ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO


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UM POUCO DE HISTÓRIA

A década de 60 foi talvez uma das mais importantes do século passado para o Brasil em termos econômicos, sociais e principalmente políticos.

Alguns factos desta década e os seus desdobramentos repercutem-se ainda nos dias de hoje na vida brasileira. Iniciava-se os anos 60 com o último mandato de Juscelino Kubitschek de Oliveira, que encaminhara a industrialização do país, e o começo do governo Jânio Quadros, que assume a presidência da República, em 31 de janeiro de 1961 e renuncia em 25 de agosto do mesmo ano.

Enquanto a televisão dava os seus primeiros passos, na década de 60, o rádio já detinha o papel que ainda mantém como o mais ágil e confiável elemento de ligação dos distantes pontos do país até os mais diversos centros de decisão da nação. E como tal, o rádio já era utilizado, fazendo, participando da nossa história contemporânea.

No intervalo entre a renúncia de Jânio Quadros e a posse do governo João Goulart, no qual esteve à testa da Presidência da República, Rainieri Mazzilli, formou-se a Rede da Legalidade no Rio Grande do Sul, rede de rádio liderada pelo então governador do Estado Leonel Brizola, que pedia respeito à Constituição e à posse de João Goulart efectivada em setembro de 1961.

Naquela ocasião, o governador Leonel Brizola comandou uma rede de emissoras nacionais apartir da Rádio Guaíba AM, transmitindo ininterruptamente dos porões do Palácio Piratini, que passaram a ser denominados “porões da legalidade”.

Não havia transcorrido ainda um ano de posse do governo Goulart e pairava sobre a radiodifusão a ameaça da sua estatização. Desde o seu início, a radiodifusão dependera de concessão estatal, mas era e ainda é actividade empresarial bem sucedida e independente das benesses do Estado.

Estas características, aliadas ao aspecto democrático e de rapidez da informação transmitida pelo rádio, sempre causaram sérias preocupações aos que legislam em causa própria ou na defesa de interesses que conflituam com os verdadeiros interesses públicos.

Para evitar a estatização, uma comitiva de radiodifusores gaúchos, atendendo a convocação de João de Medeiros Calmon, esteve em Brasília onde conseguiu através de pressão na Câmara de Deputados vetar os 22 ítens apostos por João Goulart ao Código Brasileiro de Radiodifusão que propunham entregar ao Estado o controlo total das estações de rádio e televisão do país.

Como conseqüência, no dia 27 de novembro de 1962 foi fundada a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - ABERT. Seguindo o exemplo, o grupo formado por Flávio Alcaraz Gomes, representando a Companhia Caldas Júnior; Hugo Vitor Ferlauto, das Emissoras Reunidas; Antônio Abelin, da Rádio Imembuí de Santa Maria; Renê Corbelini, da Rádio Charrua de Uruguaiana; Nelson Dimas de Oliveira, dos Diários Associados; Salvadore Rosito, da Difusora; Frankilin Peres, comercial da Rádio Farroupilha; Maurício Sirotsky Sobrinho, Rádio Gaúcha; Frederico Arnaldo Balvé, Emissoras Reunidas, entre outros, e fundaram a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão - AGERT, em 13 de dezembro de 1962.

A AGERT nascia naquela ocasião com as suas raízes plantadas na defesa dos direitos de liberdade de informação e da livre iniciativa, ideário que as directorias que se sucederam na liderança da entidade souberam honrar e manter.



ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO



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Colaboração de Ivan Dorneles Rodrigues - PY3IDR
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