As emissoras de AM, as do "Top 40", começam a década com os olhos nas audiências. A pesar da sua programação aborrecida e da falta de qualidade de áudio, mais de 50% das pessoas, em todo o mundo, ouve as emissoras de AM. No entanto estas sabem que é uma questão de tempo e que, mesmo com alguns recursos técnicos como o AM de banda larga e o estéreo, não é possível competir com o FM que está perfeitamente consolidado no fim da década.
Inicialmente eram as estações de AM, agora são as de FM que fazem muito dinheiro. Há abundância de ouvintes, os tempos correm bem, há trabalho e dinheiro.
Os publicitários já não querem pagar por 20 ou 30 segundos de publicidade. Agora querem comprar as próprias rádios.
Já não existem apenas dois formatos, o "Top 40" para as estações de AM e o "Rock progressivo" para as de FM. Agora há o "Soft rock", "Classic rock", "New rock", "Old rock", "Soul", "New age", "Latina", "Disco", etc. Cada estação cobre apenas um pequeno segmento das audiências.
Com o embaratecimento da tecnologia de satélite e a sua disponibilidade a cada estação, nascem e morrem centenas de cadeias de rádio, oferecendo os mesmos formatos de música tocados pelos "Dj's" das grandes cidades.
As pequenas estações de rádio automatizam as suas emissões, tornando-as mais impessoais, não cativando o ouvinte e afastando os patrocinadores.
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