A partir de agora, as estações de rádio já não têm de obedecer aos regulamentos federais, mas sim às regras do mercado.
Se uma estação não conseguir dinheiro imediato para funcionar não conseguirá manter-se por muito tempo.
Notícias, cobertura de acontecimentos públicos e espectáculos, sofrem com o novo modelo. Os repórteres e jornalistas que trabalhavam nas estações dos anos 70 já não são mais necessários.
Tal como a casa que se comprou por um elevado preço no fim dos anos 80 e que rapidamente se desvalorizou, as emissoras de rádio valem bem menos do que o seu valor de compra. Isto significa mais restrições, menos notícias, mais automação e menos espectáculos e eventos.
Durante os anos 80, nos EUA, mais de metade das estações muda de mãos.
Para os jovens que procuram uma carreira na rádio, a boa notícia é que, se se for bom vendedor, publicitário ou promotor de eventos, o lugar está garantido. Não necessita de ser locutor, jornalista ou repórter.
Termina a era dos grandes formatos, abrangentes, iguais para todos os públicos. As estações direccionam os seus programas para nichos de mercado, públicos específicos classificados por faixa etária, cultural e nível económico.
Os estudos de mercado que têm servido para ajudar a venda de detergentes, jeans ou pizas, servem agora para formatar as rádios.
De novo, cada vez menos gente tem de produzir mais. Agora os profissionais da rádio também têm de ser persistentes e determinados.
Ajudado por novas regulamentações técnicas do FCC, pela promessa de menos estações e aumento da banda, o AM tenta prolongar a sua vida por mais algum tempo. Mal ele sabe que uma revolução digital se avizinha.
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