História da PHILIPS

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HISTÓRIA DA PHILIPS



Logotipo da Philips


A demonstração pública da lâmpada eléctrica pelo famoso inventor Thomas Edison em 1879 em Menlopark, New York, chamou particularmente a atenção de um estudante de engenharia mecânica holandês, com 21 anos, chamado GERARD PHILIPS.

12 anos depois nasce a PHILIPS (1891) na cidade de Eindhoven (Holanda), com um capital inicial de 75,000 Florins financiado pelo seu pai, o banqueiro Fredérik Philips e 10 empregados, tendo por finalidade o fabrico de filamentos de carvão para lâmpadas incandescentes e lanternas, numa sala de apenas 18X20m.

Com 1 ano de funcionamento, recebe uma encomenda de lâmpadas de um grande fabricante de velas, subindo a sua produção diária para 500 lâmpadas em 1895. Era uma grande produção para um pequeno país como a Holanda.

Nesta época e em função das dificuldades financeiras, decide começar a actuar fora do país, e para isso, convida o seu irmão mais novo Anton Philips para participar neste desafio.

O negócio prospera e antes da viragem do século, a PHILIPS é já o maior fabricante de lâmpadas do mundo.

Em 1912 o nome PHILIPS & CO é mudado para " N.V. Philips Gloeilampenfabrieken " ( empresa de capital aberto ).

Os desenvolvimentos nas novas tecnologias de iluminação incentivaram um programa de expansão regular e, em 1914, foi criado um laboratório de pesquisa destinado ao estudo de fenómenos físicos e químicos, de modo a estimular ainda mais a inovação dos produtos.

Ainda antes da primeira guerra mundial, os seus produtos são comercializados na América e na França.

Em 1918 a Philips inicia a produção de válvulas inventando as de filamento de baixo consumo, ideais para equipamentos alimentados a baterias, denominando-as de "MINIWATT". Posteriormente, o termo Miniwatt tornou-se sinônimo de válvulas Philips.

Já tinham sido criadas empresas de marketing nos Estados Unidos e em França, antes da Primeira Guerra Mundial, assim como na Bélgica, em 1919. Na década de 20 assistiu-se a uma explosão no número de empresas desta área. Foi nesta altura que a Philips começou a proteger as suas inovações com patentes, em áreas como os raios-X e a recepção de rádio. Isto marcou o início da diversificação da sua gama de produtos. Tendo introduzido um tubo de raios-X em 1918, a Philips envolveu-se nas primeiras experiências de televisão em 1925. Começou a produzir rádios em 1927 e, em 1932, já tinha atingido um milhão de unidades vendidas. Um ano mais tarde, a produção de válvulas de rádio chegou aos 100 milhões, tendo também iniciado a produção de equipamento médico de raios-X nos Estados Unidos.

Também na década de 20, como parte de um grande programa de diversificação das suas actividades, o grupo Philips está presente em vários países, tais como Espanha, Polónia, Noruega, China, Suécia, Itália, Suíça, Finlândia, Checoslováquia, Brasil, Inglaterra, Dinamarca, Austria, Hungria, Alemanha e Austrália, alem de escritórios de representação na Nova Zelândia, Roménia, Portugal, Argélia, Jugoslávia, Israel, Luxemburgo, Índia, Grécia, Turquia e Japão. Todas as filiais são abastecidas com material fabricado pela matriz em Eindhoven.

Ainda na década de 20, inicia a produção de uma série de componentes utilizados na construção de aparelhos electrónicos como o carregador de baterias (1016/1017), o rectificador (372) e componentes para transmissão e recepção.

Em 1925, participa no desenvolvimento da primeira Televisão. Em 1926, inicia o fabrico dos conhecidos altifalantes 2003 tipo "chapéu chinês".

Em 1928 a Philips já era a maior fabricante de Rádios na Europa.

Após tão grande sucesso, baseado não só numa boa estratégia de marketing, mas na boa qualidade dos seus produtos, alcança vendas de 1 milhão de aparelhos em 1932, e 100 milhões de válvulas em 1933.

Em 1933, inicia a produção de aparelhos de Raio X para uso na medicina, nos EUA. Em 1939, lança no mercado o primeiro barbeador eléctrico.

A ciência e a tecnologia sofreram uma enorme evolução nas décadas de 40 e 50, tendo a divisão de Pesquisa da Philips inventado as cabeças rotativas que conduziram ao desenvolvimento da máquina de barbear eléctrica Philishave, e criando as bases que permitiram o trabalho de desenvolvimento na área dos transístores e circuitos integrados. Nos anos 60, estes progressos deram origem a importantes descobertas, tais como os CCDs (Charge-Coupled Devices - Dispositivos para Acoplamento de Cargas) e LOCOS (Local Oxidation of Silicon - Oxidação Local de Silício).

A Philips continuou a crescer, comercializando os seus produtos com as marcas Magnavox, e Norelco.

Também teve um contributo muito importante no desenvolvimento da gravação, transmissão e reprodução de imagens televisivas, tendo o seu trabalho na área da pesquisa conduzido ao desenvolvimento do tubo de câmara de TV Plumbicon, bem como ao aperfeiçoamento das substâncias fosforescentes para uma melhor qualidade de imagem.

Em 1963, introduziu a Cassete de Áudio Compacta e, em 1965, produziu os seus primeiros circuitos integrados.

Ao longo da década de 70, continuaram a ser apresentados novos produtos e ideias, de grande relevância: a pesquisa na área da iluminação contribuiu para o aparecimento das novas lâmpadas PL e SL, economizadoras de energia; surgiram outras importantes novidades no processamento, armazenamento e transmissão de imagens, som e dados, áreas nas quais a divisão de Pesquisa da Philips introduziu importantes inovações, que resultaram nas invenções do disco óptico LaserVision, do Disco Compacto e dos sistemas ópticos de telecomunicações.

Faz parte da história da Philips, a aquisição da indústria inglesa MULLARD Rádio Valve Company em 1926, incorporando a fábrica de válvulas, a fábrica de receptores e o logotipo "PM" que passa a ser divulgado como "Philips Mullard".

Criou a PolyGram em 1972 e adquiriu a Magnavox (1974) e a Signetics (1975) nos Estados Unidos. Nos anos 80, as aquisições incluíram a empresa televisiva GTE Sylvania (1981) e a empresa de lâmpadas Westinghouse (1983). O Disco Compacto foi lançado em 1983, enquanto outros marcos de referência foram a obtenção dos 100 milhões de unidades na produção de televisores Philips, em 1984, e dos 300 milhões de máquinas de barbear eléctricas Philishave, em 1995.

A década de 90 trouxe alterações significativas para a Philips. A empresa levou a cabo um importante programa de reestruturação, com o objectivo de reconquistar uma posição forte. E, mais recentemente, a empresa tem estado a concentrar-se nas suas actividades essenciais. Actualmente, a Philips está na vanguarda da revolução digital, introduzindo produtos do mais alto nível que ajudam a melhorar a vida das pessoas, à medida que avançamos no novo milénio.



Referências:
Brasil Home - História - Royal Philips Electronics
http://www.philips.com.br
Rádios antigos no Brasil:
Philips Holland - Philipsmuseum: http://www.philipsmuseum.nl/

Comentários

Sou apaixonado por essa marca. É, sem dúvida, o primeiro nome no qual penso quando decido comprar um produto eletrônico. Não se trata apenas de uma marca famosa, é, acima de tudo, confiança alinhada à qualidade e credibilidade.

Simplesmente fantástico!
Não imaginava tal processo de crescimento de uma impressa como a da PHILIPS. E curioso será dizer que sempre preferi sem dúvida alguma material ou aparelhos desta marca sem duvidar da suas credibilidade.


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