Entendendo os gira-discos

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Entendendo os gira-discos


Um gira-discos é, em aparência, um aparelho simples, mas, na realidade, tecnicamente, muito complicado.

Vamos entender como um dos mais simples equipamentos áudio, em absoluto é um quebra-cabeças que tem resistido à perfeição há mais de cinquenta anos.


O que se espera de um bom gira-discos

Um bom gira-discos deve rodar a uma velocidade (determinada) constante, e sem variação, qualquer que seja a profundeza (frequência) do sulco do vinil lido, e o peso aplicado à célula.

Deve evitar que as vibrações externas, ou internas criadas pelas peças móveis (motor e prato), cheguem até à célula.

Deve garantir que o suporte do braço e o eixo/prato sejam perpendiculares em permanência.

A partir destas exigências, as marcas têm criado tecnologias que as tentam respeitar ao máximo possível.

As técnicas utilizadas deram origem a vários tipos e famílias de gira-discos.


Organização e famílias de gira-discos


  • Motricidade

  • Existem três tipos de gira-discos categorizados segundo a motricidade:


    1. Roldana

    2. O prato é movido por uma roldana em borracha que está em contacto com este sendo comandada pelo motor. Exemplos: Garrard 301 e 401, Thorens TD 124, Lenco A75, EMT 938, etc.

    3. Correia

    4. O motor tem uma polia que através de uma correia em borracha, (ou várias, ou um fio) faz mover o prato pela periferia ou pelo interior. Exemplos: Rega, LINN, Project, AVID, Thorens, Michell, Transrotor, etc.

    5. Directo

    6. O eixo do prato é o eixo do motor. O prato é movido sem intermediário mecânico directamente pelo motor. Exemplos: Denon, Micro Seiki, Goldmund, Technics, Onkyo, EMT, etc.


  • Isolamento vibratório

  • Existem quatro categorias segundo o tipo de isolamento:


    1. Rígido

    2. Neste caso considera-se que não há suspensão. O amortecimento faz-se ou pela massa (gira-discos pesado). Exemplos: Thorens série 800 e 2001, Clearaudio etc ou pelo móvel onde está pousado e fixado. Exemplos: Garrard, EMT, etc.

      Em alguns casos o gira-discos é leve mas o motor é suspenso, e os pés são moles (chamados tábuas). Exemplos: Rega, Funk, Project, etc.

    3. Suspenso

    4. O grupo prato/braço é separado fisicamente do corpo do gira-discos por uma suspensão a molas, viscoelástica, magnética, pneumática, etc. Existem dois Tipos. Os de contra placa suspendida em que o grupo prato/braço é suspendido no interior do corpo tomando como apoio a placa superior do aparelho, exemplos: LINN, Thorens TD150/160, Pink Triangle etc e os de placa suspendida em que o grupo prato braço é pousado através da suspensão numa base. O conjunto forma o corpo do gira-discos. Exemplos: Thorens TD125, Michell, Project Experience, AVID Volvere, etc.

    5. Amortecido

    6. Neste caso o gira-discos e o grupo prato/braço são um só e rígidos, mas o contacto com o móvel faz-se com uma técnica que permite isolá-lo ao nível das vibrações. Pode ser a sustentação magnética, exemplo: VYGER Baltic M, pode ser viscoelástica, exemplo: AVID Diva II, ou amortecedores pneumáticos, exemplo: VPI TNT.

    7. Pesado

    8. Neste caso a massa do gira-discos é enorme, geralmente mais de 40Kg. É o peso colossal do equipamento que baixa a frequência de ressonância do grupo gira-discos/móvel e anula as vibrações. O prato e o corpo têm geralmente dimensões muito grandes. Exemplos: Epure, Verdier, Onken etc.


    Conclusão

    Estes elementos determinam as famílias e os grupos de todos os gira-discos que existem. Há excepções mas são raras e geralmente próximas de um grupo citado.



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