Bombeiros têm museude rádios antigos

Separadores primários

Fonte: Jornal de Notícias
Por Rui Bondoso

António Costa legou cerca de 200 aparelhos dos anos 20 aos anos 70. A maioria ainda funciona

Coleccionou rádios antigos durante quase quatro décadas. Juntou mais de 200 aparelhos e doou-os aos bombeiros voluntários de Vila Nova de Tazem, que abriram
um museu com aquele espólio todo. Único no país.

É uma colecção rara que inclui também gravadores, gira-discos e amplificadores dos anos 20 aos anos 70. As telefonias são todas a válvulas. Menos duas
"Grundig", já transistorizadas e produzidas na fábrica de Braga. A peça mais antiga é de 1918, um dos primeiros rádios "galena". A maior ainda funciona.

A colecção foi legada aos bombeiros por António Augusto da Costa, um dos seus sócios fundadores e antigo presidente da direcção, 88 anos, 73 dos quais
ligados ao comércio e reparação de rádios em Vila Nova de Tazem, onde era agente da Philips, um negócio que já herdou do pai.

Começou a coleccionar depois de uma visita que fez à sede da Philips, na Holanda, em 1971, e ao museu da rádio da empresa-mãe, que o encantou particularmente.

"Já tinha muitos aparelhos antigos lá em casa e depois fui comprando outros em feiras de velharias e casas de antiguidade um pouco por todo o país", lembra
António Augusto Costa.

A colecção foi crescendo, crescendo, até deixar de ter espaço em casa. "Eram uns em cima de outros".

Falou com a família e obteve acordo para os doar aos bombeiros da terra, na condição de ser criado um museu no quartel.

A ideia foi acolhida de braços abertos pela corporação, que disponibilizou logo um salão no primeiro andar do edifício, localizado no centro da vila. O
museu foi inaugurado há pouco mais de um mês (18 de Março).

Está lá a história quase toda da rádio. Os aparelhos foram catalogados e estão dispostos pela ordem da antiguidade. Nas paredes vêem-se fotografias dos
principais actores. Desde Henrich Hertz, que descobriu as ondas da rádio em 1864, a John Fleming, o inventor da válvula electrónica em 1900, e a Gulielmo
Marconi, o primeiro a usar as ondas da rádio para transmitir a palavra e os sons ao mundo.

Comentários

M.Loureiro
É maravilhoso ler uma noticia assim, saber que os bombeiros também apostam na cultura, criando um museu daquilo que para todos sempre foi uma companhia ou uma fonte de informação.
Ao dador os meus sinceros cumprimentos, á corporação de bombeiros de Vila Nova de Tazem, os meu parabés por aceitarem esse legado e o transformarem em museu, rico em técnologia da época e nostalgico para quem gosta de reviver os antigos mas excelentes dias da rádio.

M. Loureiro

gostava que me foce furnecida uma fotografia do primeiro radio para bombeiros, e que me dessém também o nome do seu inventor.
é para um trabalho de escola.


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