Efeméride de uma tragédia

Separadores primários

Na madrugada do dia 15 de Abril de 1912, o mundo tomava conhecimento de uma tragédia de dimensões nunca vistas:

O maior, o mais luxuoso, o mais rápido, o mais seguro e o mais caro navio do mundo, o Titanic, afundava, ao chocar com um Iceberg, levando para o fundo do mar mais de 1500 pessoas.

Era meio-dia em ponto quando o Titanic soltou as amarras do cais número 44 da White Star Line no porto inglês de Southempton.

2208 pessoas entre passageiros e tripulantes viajaram a bordo do maior navio do mundo que efectuava a sua viagem inaugural. Ironicamente esta seria a sua primeira e última viagem.

Eram aproximadamente 23:35 do dia 14 de Abril, quando, de repente, o horizonte que tinham pela frente pareceu que escurecia e diante dos seus olhos apareceu uma montanha negra, tinham-na mesmo em frente sem que a tivessem visto chegar.

Um dos vigias fez soar três vezes o sino enquanto o companheiro agarrava no telefone e dava o sinal de alarme.

Mas quando na ponte ouviram o sino do vigia e o telefone, o oficial Murdock já tinha visto que a proa do seu navio ia chocar directamente com o Iceberg. Só teve um segundo para decidir que manobra fazer e decidiu imediatamente fazer marcha atrás e girar tudo a estibordo para que a proa se deslocasse para bonbordo de forma a evitar a colisão.

Na verdade esteve prestes a consegui-lo, mais uns metros e o Titanic teria passado pelo Iceberg sem lhe tocar. Mas a massa de gelo embateu no costado de estibordo fazendo saltar os rebites que uniam as placas de aço e o Titanic começou a ir a pique.

Desde o momento em que o vigia deu o alarme e a colisão passaram apenas 38 segundos, mas foram, seguramente, os segundos mais extensos da história do maior navio do mundo.

Nessa noite a temperatura do mar variava entre 0 e 2 graus. A esta temperatura, uma pessoa de estatura normal não sobrevive mais de 25 minutos, por isso 90% das mortes foram causadas por congelação.

Eram 2:10 da madrugada do dia 15 de Abril de 1912. O Titanic já estava prestes a
afundar-se definitivamente. Entretanto, na sua coberta principal, muito perto da porta que dava acesso aos salões, os músicos da orquestra da primeira classe ainda continuavam a tocar as suas peças preferidas com a única finalidade de entreter os passageiros e tornar menos dramática a morte que esperava todos os que se encontravam a bordo. Assim o fizeram até que o salão ficou vazio.

A rádio teve um papel extremamente importante: foi graças a ela que se salvaram mais de 700 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Foi usado pela primeira vez o sinal “SOS” como pedido de socorro.

Como consequência da desordem das frequências utilizadas, alguns barcos que estavam por perto não receberam os pedidos de socorro do Titanic. Mais tarde ficou determinado que todos os barcos deveriam ter um posto de TSF operado dia e noite. Para evitar interferências pelos postos de amador, ficou também determinado, após o processo em tribunal do Titanic, que estes não poderiam emitir nas mesmas frequências usadas para comunicação entre navios e terra.

Ficou, finalmente, latente a necessidade imperiosa de regulamentar as rádio comunicações, atribuindo comprimentos de onda específicos para os vários serviços.

Comentários

caro escritor está um texto mt interessante e ainda mais a ligação que faz à importância da rádio nesse preciso momento!
Parabéns

Cara Mariana, muito obrigado pelo comentário, mas, suponho, essa sua lisonja é virtude dos seus olhos.

8)

Obrigado


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