ESTUDIO61

Separadores primários

RADIOPOEMA

Os microfones, insones,
pela madrugada adentro
enviam vozes amigas
para ouvidos atentos
de solitários sonolentos.

As ondas sonoras, canoras,
por suas múltiplas freqüências,
preenchem o silencio da noite
o vazio das vidas,
e as sentidas ausências.

São vigias noturnos, soturnos,
porteiros e padeiros,
taxistas e plantonistas,
feirantes e caminhoneiros,
policiais e prisioneiros,
enfermos e enfermeiros
clientes e prostitutas;
todos eles lutadores,
de árduas e insanas lutas.

Somos todos consolados, amparados,
na vigília embalados,
para a vida empurrados
e por ele, o rádio,
irmanados,

São os prefixos, sufixos, spots, jingles e vinhetas,
pelas teclas que deslizam e botões que giram,

Pelo mixer, amplificador e transmissor,
por cabos, circuitos, chips e computador,
as invisíveis ondas viajam,
de antena a antena,
de muito longe, desde o galena.
Vencem o tempo, vencem o espaço,
envolvendo-nos num imenso abraço.

E com fundos musicais
de acordes celestiais,
ligam-nos ao céu e a terra,
para que sejamos os elos
de uma corrente fraterna,
nesta jornada, quem sabe,
eterna?

Tributo aos precursores e pioneiros: Faraday, Volta, Hertz, Ohm, Ampère, Maxwell, Edison, Roberto Landell de Moura, Guglielmo Marconi, Edgar Roquette-Pinto, e a todos aqueles que nele trabalham e/ou amam O RÁDIO.

otelo.rocha@gmail.com


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