75 anos de quê?

Separadores primários

O Rádio Clube, emissora local pertencente ao grupo Media Capital, está a passar um jingle de promoção dos 75 anos de existência do Rádio Clube Português.

O RCP foi fundado a 22 de Novembro de 1931 por Botelho Moniz e é esse facto que o actual Rádio Clube tenta explorar em proveito próprio como se uma coisa tivesse a ver com a outra!

Claro que não tem. Por mais voltas que consiga dar não encontro nada, mesmo nada que, nem mesmo o nome, tenha a ver com a estação que foi um marco na história da rádio em Portugal, que primou pela novidade, mudança, iniciativa, contestação, criando, sobretudo a partir dos anos 60, uma nova forma de fazer rádio, "um maravilhoso espectáculo do som".

Com a nacionalização da emissora em 1974, o RCP desapareceu para sempre. De resto, o que pode ser imitado ou copiado é o seu nome, mas isso não trará toda a inovação e importância da emissora original.

Não são os nomes que fazem as coisas, é a sua mole humana e nisso o actual Rádio Clube está a milhas de distância do nome ao qual pretende colar-se.

É um abuso, uma ofensa, e, como tal, deve ser difundido, mostrado, alertado.

O Rádio Clube coloca à disposição dos ouvintes um número de telefone para que estes falem do que significa para eles estes 75 anos de vida da emissora.

Usem-no: 21 381 78 08

Mas que 75 anos de vida?! Há mais de 30 que a emissora morreu!

Comentários

Sobre a história do RCP há neste site um excelente artigo de Rogério Santos.

Leiam este artigo, isso ajudará a perceber a importância dessa estação emissora e, mais ainda, a entender porque a utilização recente deste nome é abusiva.

No poste de hoje, quarta-feira, Jorge Guimarães Silva aborda também este assunto. Leiam em http://www.ouvidor.blogspot.com

Salut!!

Parece-me forçado usar o termo "abuso",para qualificar este aniversários.
Em Rigor, o Rádio Clube Português, do clâ Botelho Moniz, não foi foi nacionalizado em 1974 (não houve nacionalizações em 1974!). A ausência do Rádio Clube, no espectro foi de 20 anos, já quem em 1995 (ou terá sido 94?) a família Botelho Moniz comprou a Rádio Geste, e fez renascer os RCP, com o mesmo logo, e até com o Em Orbita, de Jorges Alves. Passando por algumas dificuldades financeiras, e nas mãos de outro elemento da família Botelho Moniz, o RCP aliou-se à Rádio Nova (Porto), do grupo Sonae, e durante três anos, transmitiu uma Emissão chamada Rádio Nova/RCP, que incluia um desdobramento local de emissão para o Porto e Lisboa, durante a tarde.
O projecto fechou em 1999, e a frequência local de Lisboa foi vendida à Media Capital.
A mesma Media Capital, já liderada por Pedro Tojal, negociou os direitos de imagem e de marca do RCP, para transformar a Rádio Nostalgia, numa marca que dava cor ao logo RCP, exibindo a legenda "desde 1931". Isto aconteceu em 2003.
Ou seja, a marca RCP, está legalmente em actividade, por várias vidas, durante mais de 50 anos.
E não é errado dizer que o Rádio Clube Português nasceu em 1931. Ou seja, há 75 anos.
Acredite-se ou não na renascença... das entidades.

Bye!!

Caro Domingues, ao falar do RCP a única coisa que nos interessa é a sua programação e existência da emissora como um todo.
Convenhamos que este RCP não tem nada a ver, nem no que diz respeito à qualidade de programação, profissionalismo, importância, cobertura, irreverência, inovação, etc.

É muito diferente falar dos 75 anos do RCP e, por exemplo, falar dos 71 anos da Emissora Nacional. Nesta última fala-se de uma existência ininterrupta, no RCP o que fica é uma marca, como poderiam ser os colchões Moloflex ou o detergente Tide.

De resto, nunca se questionaram os direitos da utilização do nome, mas sim o direito de aproveitar a memória que ficou da, talvez, mais importante rádio que existiu em Portugal, para promover um projecto infinitamente diferente e menor.

Olá,

Será que algum dos participantes me sabe dizer qual é a música que era usada como genérico do "Em Órbita" ?

Cumprimentos

Encontrei esta referencia:

EM ÓRBITA", SEGUNDO O GATO MALTÊS

Não pedi autorização, mas se acaso O Gato Maltês se incomodar com esta apropriação de um texto seu sobre o "Em Órbita", basta avisar-me que o problema será imediatamente sanado.

E a extensa citação aparece aqui, basicamente porque considero um excelente texto sobre um programa que contribuiu para a criação, em muitos adolescentes de então onde felizmente me incluo, de uma personalidade e um novo modo de ver e entender o mundo.

Apenas um reparo e corrijam-se se estou enganado: "Revenge" é, de facto, um instrumental dos Kinks e foi, de facto, o primeiro indicativo do "Em Órbita". Mas não é uma co-autoria de Jimmy Page, mas sim de Larry Page (que chegou a ser produtor/manager dos Kinks).


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