100 anos de radiodifusão - 1930-1940: O rádio amadurece

Separadores primários

1930-1940: O rádio amadurece

1. A rádio como um grande negócio:
Com a depressão as populações começam a ouvir e a depender cada vez mais da rádio que, na maior crise económica de que há memória, surge como elemento reconfortante.
O presidente Roosevelt é o primeiro "presidente rádio" e as suas prelecções ajudam os americanos a encarar os anos negros da depressão.

2. Tudo em grande:
Grandes shows, grandes estrelas, grandes salários, grandes uniões, grandes programas; tudo isto oferecido por centenas de emissoras, entre as quais se destacam a NBC e a CBS que emitem em cadeias nacionais.
A programação consiste em variedades, comédia, ópera, novela, drama, música ao vivo, concursos, shows, etc.

3. A década do patrocinador:
As agências publicitárias possuíam e controlavam na totalidade programas e talentos. Escolhiam os apresentadores, os artistas convidados, os músicos e todos os outros detalhes do programa. Os shows tinham o nome do patrocinador.
É o tempo das intermináveis "novelas do sabonete", chamadas assim por serem patrocinadas por um grande fabricante de sabões e destinadas a um público cada vez mais interessado: as donas de casa.

4. Nasce A FCC:
Nasce em 1934, substitui o FRC e regula o rádio. O seu mandato é muito similar ao antigo FRC.
No fim da década as rádios ultrapassam o seu estatuto local, através de redes nacionais não licenciadas, provocando um descontentamento geral, uma vez que estas emissoras eram licenciadas para servir a comunidade local.

5. Guerra da imprensa:
Os jornais temem que o imediatismo da informação radiofónica reduza o consumo destes, colocando em risco o negócio. Por isso, impedem as rádios de aceder às notícias, até que os jornais sejam colocados nas ruas.
São formadas a AP e a UP e a CBS cria o seu próprio departamento de notícias.

6. Guerra da União dos Músicos:
Na tentativa de obter mais poder, a União dos Músicos proíbe os seus associados de actuarem na rádio até que sejam formalizados os novos contratos.
Em alternativa muitas das estações tocam músicos estrangeiros ou pouco conhecidos, não pertencentes a esta associação.

7. Edwin Armstrong inventa o FM:
Este invento elimina a tradicional estática, ruído de fundo e melhora substancialmente o fraco áudio característico da modulação de amplitude (AM).
Infelizmente estas vantagens do novo sistema não interessam aos proprietários das emissoras, que estão muito mais preocupados em ganhar dinheiro e não pretendem ver os actuais receptores já desactualizados.
O FM haverá de “dormir” até aos anos 70.

8. Guerra na Europa:
Walter Cronkite, Edward R. Murrow e outros tornam-se reputados repórteres de rádio, levando, aos seus ouvintes, as notícias da guerra.
No fim da década a rádio é um importante meio de informação, com destaque para as notícias que vêm da Europa em confronto.


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