100 anos de radiodifusão - 1970-1980: Furos da rádio

Separadores primários

1970-1980: Furos da rádio

1. É previsível:
As emissoras de AM, as do "Top 40", começam a década com os olhos nas audiências.
A pesar da sua programação aborrecida e da falta de qualidade de áudio, mais de 50% das pessoas, em todo o mundo, ouve as emissoras de AM. No entanto estas sabem que é uma questão de tempo e que, mesmo com alguns recursos técnicos como o AM de banda larga e o estéreo, não é possível competir com o FM que está perfeitamente consolidado no fim da década.

2. A rádio ganha muito dinheiro:
Inicialmente eram as estações de AM, agora são as de FM que fazem muito dinheiro.
Há abundância de ouvintes, os tempos correm bem, há trabalho e dinheiro.
Os publicitários já não querem pagar por 20 ou 30 segundos de publicidade. Agora querem comprar as próprias rádios.

3. Fragmentação de formatos:
Já não existem apenas dois formatos, o "Top 40" para as estações de AM e o "Rock progressivo" para as de FM. Agora há o "Soft rock", "Classic rock", "New rock", "Old rock", "Soul", "New age", "Latina", "Disco", etc. Cada estação cobre apenas um pequeno segmento das audiências.

2. Retorno das redes:
Com o embaratecimento da tecnologia de satélite e a sua disponibilidade a cada estação, nascem e morrem centenas de cadeias de rádio, oferecendo os mesmos formatos de música tocados pelos "Dj's" das grandes cidades.
As pequenas estações de rádio automatizam as suas emissões, tornando-as mais impessoais, não cativando o ouvinte e afastando os patrocinadores.

Comentários

artur fernandes
Tenho lido algo sobre o AM e o seu possível desaparecimento.
Discordo totalmente ou não teria a RDP recentemente investido centenas de milhares de euros em novos equipamentos, digo recentemente pois foi a partir de 1.995 ou qualquer coisa.
Na verdade os anteriores quer os GATES, quer os COLLINS embora material de guerra provocavam bastante espalhamento ao redor, e talvez porque as queixas eram mais que muitas talvez fosse uma apenas das principais razões ou motivos de substituição pelos novos transistorizados, mas não só pelo referido, pois consumiam bastante energia devido ao aquecimento dos filamentos das Válvulas, “como exemplo as rectificadoras” tal como as 575 quem não conhece?...
Os modernos NAUTEL nem uma 10ª parte consomem e dão menos problemas na manutenção, além disso podem ser controlados á distancia, e em caso de ocorrência de avaria a mesma pode ficar restrita a um ou vários módulos apenas, pelo que diminuirá a potência conforme a quantidade de módulos que avariem, mas a emissão nunca é interrompida e notar-se-á pouco, e localmente nem se nota, além disso, possui um duplo excitador para no caso de avaria, que é comutado automaticamente.

Mas o AM, ou a Onda Média como outros lhe chamam, não tem apenas as inconveniênçias, que o texto muito bem refere, porque quantos são os casos em que "e serve apenas isto como exemplo" por me suceder, vir de Lisboa ao Porto a ouvir precisamente a mesma frequençia, isto no AM é evidente "embora em 1980" que no FM seria totalmente impossível, mas tem mais, é que em qualquer recanto dum determinado local onde o FM não chega, pelo contrário o AM lá está concerteza, e actualmente até com mito boa qualidade, devido aos "pelo menos 2 grandes factores a ter em conta"...
1º... o tratamento do sinal na entrada já é de muita superior qualidade...
2º... os componentes que modulam a amplitude, a rectificação, filtragem das tensões, a tal instabilidade quase inexistente, tal como o espalhamento, etc etc etc, que a enumerar colocam quase o AM ao nível do FM, além disso quem não gosta ver a forma de onda em amplitude a ser modulada?


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