A psicoesfera do rádio

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A psicoesfera do Rádio



O mar é um grande regenerador. Com a ausência dele, a terra seria estéril, infecunda. Sem o sol não existiria claridade e somente trevas. Seu brilho é esplendoroso, apesar de ser uma estrela de quinta grandeza. No seio do mar elaboram-se as chuvas benéficas, todo sistema de irrigação do orbe nele tem origem. Sua efusão de vida é sem limites. Quando citamos o mar estamos nos referindo a uma grande criação de Deus. A inteligência foi dada ao homem por Deus. Através dessa inteligência o hominal passou a desenvolver tecnologias e dentre esses avanços surgiu o rádio.

Como é saudável ouvir uma excelente programação de rádio ao sabor das ondas do mar saboreando uma água de coco bem geladinha. Depois de algum tempo um retorno ao lar sem nenhum acontecimento desagradável. Um feliz retorno, um bom banho, uma refeição saudável e uma “fianca” para deitar e continuar saboreando as deliciosas músicas, os programas de entretenimento e o noticiário que irá proporcionar o conhecimento total do que acontece no Brasil e no mundo. O rádio através das ondas captadas proporciona toda essa felicidade.

Essas nuanças aqui enumeradas nada mais são do que “A psicosfera do Rádio”.

Dois grandes homens trabalharam com afinco para tornar realidade essa invenção. Na Itália Guglielmo Marconi realizava seus estudos, mas seus patrícios não se interessaram pelo trabalho. Diante de tal situação Marconi mudou-se para a Inglaterra, onde concluiria seu invento.

No Brasil, em Porto Alegre, quase no anonimato outro grande cientista, o padre Roberto Landell de Moura montava as peças de seu invento. Tanto Marconi como Landel construíram réplicas de seu invento radiofônico. Perseguido pela Igreja, pois afirmavam seus pares que seus estudos eram coisas demoníacas. Padre Roberto Landell foi excomungado da igreja.

Landell viaja aos Estados Unidos da América do Norte para patentear a sua invenção, mas Marconi tinha se antecipado e fez a patenteação antes de Landell. Mesmo assim patenteou outros inventos como o telefone sem fio entre outros.

Landell se sobressai sobre Marconi, visto que sua invenção possibilita a transmissão da voz humana, enquanto Marconi conseguiu apenas a transmissão de sinais do Código Morse.

Marconi foi um pioneiro do rádio, considerado seu inventor oficial, e um empresário de sucesso. Tinha apenas 23 anos de idade quando patenteou um sistema de telegrafia sem fios que lhe assegurou o monopólio das radiocomunicações e, mais tarde, o Prêmio Nobel de Física (1909). Suas tentativas de utilizar aparelhos transmissores de ondas curtas, a partir de 1916, levaram à realização, nos anos 1920, da primeira rede intercontinental de comunicação por rádio.

Apesar de seu nome ser o mais conhecido em todo o mundo quando se fala da invenção do rádio, um cientista brasileiro expôs suas descobertas em São Paulo muito antes de Marconi e de outros: o pioneirismo do padre Roberto Landell de Moura no rádio só não foi reconhecido porque ele não fazia parte da comunidade científica internacional, sediada na Europa e nos Estados Unidos.

Quando Marconi começou suas experiências com transmissões, as ondas de rádio eram conhecidas como ondas hertzianas, por causa de Rudolf Heinrich Hertz, professor alemão de física que descobriu a existência das ondas eletromagnéticas (de rádio), em 1888.

A conquista de Marconi foi conseguir produzir e detectar essas ondas em longas distâncias. O garoto Guglielmo Marconi nasceu em família rica na próspera cidade de Bolonha, de pai italiano e mãe irlandesa. Estudou nas melhores escolas e desde menino demonstrou interesse pela ciência nos ramos da física e da eletricidade.

Rapaz ainda começou seus experimentos em laboratório com seu pai - foi quando conseguiu enviar sinais pelo telégrafo sem fio, a uma distância de cerca de 4 km. Demonstrou seu sistema na Inglaterra e logo fundou sua própria empresa, Marconi's Wireless Telegraph Company Limited. Faltavam dois anos para o começo do século 20 quando ele conseguiu estabelecer as comunicações sem fio entre França e Inglaterra. Patenteou seu sistema e, num dia histórico, em 1901, provou que as ondas sem fio não eram afetadas pela curvatura da Terra, como se acreditava: transmitiu sinais através do oceano Atlântico, entre a Grã Bretanha e o Canadá.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ocupou o cargo de tenente no Exército italiano, e depois passou para a Marinha, como comandante, em 1916. No fim do conflito, representou a Itália na Conferência de Paz de Paris. O inventor aderiu publicamente ao regime fascista de Benito Mussolini, na Itália, em 1923.

Dessa forma, ocupou importantes cargos no governo e em órgãos públicos. Foi nomeado senador, marquês e presidente da Real Academia Italiana, função que desempenhou até sua morte. Em 1931, transmitiu de Roma, por rádio, o sinal que ligou o sistema de iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Numa ocasião, ao desembarcar com a mãe na Inglaterra, Marconi levava um transmissor na bagagem. Os funcionários da alfândega apreenderam o aparelho. Quando este foi devolvido, os inspetores disseram que haviam pensado se tratar de uma bomba. Ao ouvir a explicação, a mãe de Marconi respondeu: "E é mesmo. Não do tipo que explode o mundo, mas ela vai derrubar todas as paredes".

Quando Marconi morreu, as estações de rádio em todo o mundo fizeram dois minutos de silêncio.



(Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u632.htm)

O grande Roberto Landell


Roberto Landell de Moura nasceu na cidade de Porto Alegre, Rio. Grande.do Sul, em 21 de Janeiro de 1861. Fez seus estudos religiosos no Colégio Pio Americano e cursou a Universidade Gregoriana como aluno de Física e Química. Foi ordenado sacerdote em 28 de Novembro de 1886, em Roma. Gostava de ser chamado simplesmente de Padre Landell.

Pesquisou e descobriu que todos os corpos animados ou inanimados são circundados por halos de energia luminosa, invisíveis a olho nu, segundo documentos de 1907. Ele chegou inclusive a fotografar o efeito. Tratava-se do "Efeito Kirlian", batizado com esse nome em 1939, por causa dos estudos do casal soviético Semyon e Valentina Kirlian. O "Transmissor de Ondas", um dos aparelhos desenvolvidos e patenteados pelo Padre Landell de Moura foi reconstruído por técnicos da CIENTEC e está exposto na Fundação Educacional Padre Landell de Moura – em Porto Alegre. Os técnicos constataram que o transmissor atinge uma larga faixa de espectro de radiofrequência e é captado, inclusive na faixa de FM.

O principal feito do sacerdote cientista foi conseguir a primeira transmissão da voz humana, sem auxilio de fios. Isso aconteceu em 03 de junho de 1900. A distância entre o aparelho emissor e o detector foi de aproximadamente de oito quilômetros, entre o Bairro de Santana e os altos da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. A demonstração foi presenciada por autoridades e pela imprensa.

Nesta época o que se tinha em termos de comunicação por meios elétricos o telégrafo e funcionava por fios (Samuel Morse - 1837), o telefone com fio (Graham Bell -1876) (Guglielmo Marconi - 1895). Ele é o patrono dos radioamadores brasileiros.

Landell é considerado também o precursor das fibras óticas, pois o aparelho inventado por ele era multifunções e contemplava as funções de telegrafia e também a transmissão do som via Onda Portadora de Luz. A patente brasileira para um "aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso" foi obtida em 09 de Março de 1901. Nos Estados Unidos Padre. “Landell de Moura conseguiu três cartas patentes: a do “Transmissor de Ondas”, que é o precursor do rádio, Telefone Sem Fio” e "Telégrafo Sem Fios". Landell de Moura faleceu em Porto Alegre / RS em 30 de Junho de 1928.



(Fonte: http://www.microfone.jor.br/aalandel.htm)

Poderíamos nos prolongar mais, visto que a história, a psicosfera do rádio apaixona e nos traz grandes conhecimentos de outros aspectos que antecederam o rádio. Como vemos nas entrelinhas pelos estudos dos cientistas as obras do Padre Landell de Moura tem mais importância em diversos detalhes do que a de Guglielmo Marconi. Neste mês de abril de 2010, a Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará patrocinou a III Exposição Temática do Rádio com um total de quase 1.550 visitantes no Shopping Benfica. Exposição bastante concorrida com cobertura de emissora de televisão, alunos de comunicação Social (Jornalismo) e radialistas.

O que nos chamou a atenção foi o interesse de crianças, adolescentes em conhecer a história do rádio, radialistas que fizeram história e conhecer mais amiúde modelos antigos de rádio.

Colecionadores estiveram presentes durante os oito dias da exposição temática. Lamentamos a ausência ou inexistência de rádios de marca famosas no comércio brasileiro, e a infestação de rádios de péssima qualidade oriundos do Paraguai e da China. O que fazer para conseguirmos rádios de qualidade? Fica a pergunta no ar.

Aqui procuramos mostrar a psicosfera do rádio com algumas nuanças de grande importância. O primeiro rádio montado no Ceará foi através de Clóvis Meton de Alencar que além de montar seu rádio, conseguiu captar ondas de rádio do velho continente. Pense nisso!



António Paiva Rodrigues


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