O receptor superheterodino

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O RECEPTOR SUPERHETERODINO


O receptor Superheterodino foi inventado em 1918 por Edwin Armstrong.

O princípio de funcionamento, que ainda hoje se aplica aos mais modernos aparelhos de rádio, constituiu o maior salto na evolução das radiocomunicações uma vez que permitiu resolver alguns graves problemas que os receptores da época tinham: fraca estabilidade, pouca selectividade e grande sensibilidade às interferências.

Esta sensibilidade às interferências era motivada pela grande largura de banda dos circuitos utilizados para amplificar o fraco sinal de radiofrequência (RF) dos postos emissores de TSF.

Nos receptores superheterodinos todas as frequências são convertidas para um valor mais baixo antes da detecção, ou seja, da extracção do sinal de áudio da portadora de RF.

Esta frequência constante denomina-se "Frequência intermédia" (FI) que nos receptores domésticos se situa entre os 455 e os 470KHz para AM e 10.7MHz para FM.

Nestes receptores é gerada internamente uma frequência de "batimento" que se mistura com o sinal de entrada de antena. Desta "heterodinação" resultam duas frequências: uma inferior e outra superior ao sinal de entrada. A frequência inferior é a "Frequência intermédia" (FI) da qual é feita a "detecção" ou extracção da modulação de áudio.

A sintonia é feita simultâneamente da frequência local e da de entrada através da utilização de um "condensador variável" duplo em que um conjunto corresponde ao oscilador local e outro ao circuito de sintonia de antena.

Só a partir da década de 30 é que este tipo de receptor passou a ser utilizado dada a sua grande complexidade e dificuldade de construção nos anos anteriores por limitações técnicas.

Com a descoberta do circuito "Superheterodino", os problemas enfrentados no receptor a TRF foram suprimidos, conseguindo-se boa selectividade e sensibilidade a um custo reduzido, sendo ainda hoje o circuito mais usado na construção de modernos receptores.


Como funciona:


Um superheterodino básico recebe o sinal ( portadora RF) da estação de rádio na antena que está ligada a um circuito LC ( bobina/condensador) sintonizado. Este sinal é misturado com uma frequência gerada por um oscilador local (normalmente 455kHz maior que a frequência recebida ) e a diferença da frequência da portadora da estação e o oscilador local é a Frequência Intermédia (FI). Depois desta conversão, é usado um amplificador de FI de banda estreita e fixa que proporciona um ganho no sinal a ser detectado. Nesta etapa é mais fácil projectar e ajustar um circuito de frequência e ganho fixo do que os antigos receptores de Radiofrequência sintonizada.

Outro inconveniente eliminado nos receptores superheterodinos é a “fuga” de RF que é realimentada para a antena nos circuitos a TRF.

Com esta nova técnica de recepção, foram desenvolvidas válvulas especiais para gerar e misturar a frequência do oscilador local com a portadora da estação de rádio, gerando a frequência de FI. As 6A7, 6A8, e 6SA7, e depois a 12SA7, para as válvulas americanas e AK2, ECH21, ECH41 e a muito usada a partir dos anos 60, ECH81 para as válvulas europeias, são válvulas " conversoras “pentagrade” " para este propósito.

Válvulas de ganho variável foram usadas no circuito amplificador de FI, possibilitando o desenvolvimento do controlo de volume automático "AGC". Este circuito tem a característica de diminuir o ganho quando o rádio recebe estações fortes consequentemente evitando distorção e aumentar o ganho para estações fracas.

Válvulas como 6K7, 6D6, 6SK7, 12SK7, AF3 e EF89 eram válvulas de ganho variável.


Comentários

Material bom, bem explicativo!!

Muito bom o conteudo!
Valeu

gostei muito, muito legal!


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