Carmen Miranda - No tabuleiro da baiana

Separadores primários

Título: 
No tabuleiro da baiana
Artista: 
Carmen Miranda e outros
Ano: 
1936
Género: 
Popular brasileira
País: 
Brasil
Reproduzir Carmen Miranda - No tabuleiro da baiana
Samba-Batuque de Ary Barroso
Com Luiz Barbosa
Carmen Miranda, Dorival Caymmi e Francisco Alves
Acompanhamento do Conjunto Regional de Luperce Miranda

NO TABULEIRO DA BAIANA

LB - No taboleiro da baiana tem...

CM - Vatapá, ôi, caruru,
mungunzá, ôi, tem umbu... p'rá Ioiô

LB - Se eu pedir você me dá?

CM - ...lhe dou

LB -...o seu coração
o seu amor de Iaiá?

CM - No coração da baiana tem...

LB - Sedução, ô, canjerê,
ilusão, ôi, candomblé

CM - P'rá você...

LB - Juro por Deus, pelo Sinhô do Bonfim
Quero você baianinha, inteirinha p'rá mim

CM - Sim, mas depois o que será de nós dois?
Teu amor é tão fugaz, enganador

LB - (Mentirosa, mentirosa, mentirosa) breque
Tudo já fiz, fui até num canjerê
P'rá ser feliz, meus trapinhos "juntei" com você

CM - Sim, mas depois vai ser mais uma ilusão
Que no amor quem governa é o coração!...

Samba-batuque (ou samba-jongo, na parte de piano), feito especialmente para o teatro de revista, interpretado com grande repercussão pela vedete paulista Déo Maia e Grande Otelo, na revista "Maravilhosa", de Jardel Jércolis e Geysa Bôscoli, em 1936.

Para os dois intérpretes, significou fama, que, no caso de Grande Otelo, resiste até aos nossos dias.

"- Antes de tudo, saiba que "No Tabuleiro da Baiana" foi a primeira música que vendi, tão descrente eu estava do seu mérito. Foi-me "encomendada" por Jardel Jércolis, que pretendia incluí-la em uma das revistas de repertório de sua companhia. A música foi mais "fabricada" que inspirada; produzi-a mais ou menos à força e acabei compondo-a nos moldes de um "batuque" feito por mim há vários anos, gravado por Sylvio Caldas, de sucesso pouco lisonjeiro. Pronto o "Tabuleiro", vendi os seus "direitos teatrais" ao conhecido empresário, coisa que jamais fizera e coisa que depois dessa experiência jamais fiz. O lançamento da minha batucada feito com grande inteligência por Déo Maia e Grande Otelo foi algo muito sensacional.

- Mas por quanto vendeu os direitos de "No Tabuleiro da Baiana"?

- Por 300$000, especificando, naturalmente, a natureza de tais direitos; estes eram unicamente teatrais. Mas Jardel Jércolis, aproveitando o sucesso da composição, explorou-a de várias formas em cassinos, cabarés, rádios, actos variados, etc... Foi então que eu "esfriei", sendo necessária a intervenção da justiça. Afinal a questão terminou amigavelmente.

- De que maneira?

- Jardel concordou em ceder-me todos os direitos que não fôssem teatrais."


(Revista Carica - Rio, 23-10-1937)

A música anterior de Ary, que serviu de modelo, foi o samba "Batuque", gravado por Sylvio Caldas e Elisinha Coelho, em 1931.

Luiz Barbosa por conta própria introduziu o breque "mentirosa, mentirosa, mentirosa".

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