Samba-batuque (ou samba-jongo, na parte de piano), feito especialmente para o teatro de revista, interpretado com grande repercussão pela vedete paulista Déo Maia e Grande Otelo, na revista "Maravilhosa", de Jardel Jércolis e Geysa Bôscoli, em 1936.
Para os dois intérpretes, significou fama, que, no caso de Grande Otelo, resiste até aos nossos dias.
"- Antes de tudo, saiba que "No Tabuleiro da Baiana" foi a primeira música que vendi, tão descrente eu estava do seu mérito. Foi-me "encomendada" por Jardel Jércolis, que pretendia incluí-la em uma das revistas de repertório de sua companhia. A música foi mais "fabricada" que inspirada; produzi-a mais ou menos à força e acabei compondo-a nos moldes de um "batuque" feito por mim há vários anos, gravado por Sylvio Caldas, de sucesso pouco lisonjeiro. Pronto o "Tabuleiro", vendi os seus "direitos teatrais" ao conhecido empresário, coisa que jamais fizera e coisa que depois dessa experiência jamais fiz. O lançamento da minha batucada feito com grande inteligência por Déo Maia e Grande Otelo foi algo muito sensacional.
- Mas por quanto vendeu os direitos de "No Tabuleiro da Baiana"?
- Por 300$000, especificando, naturalmente, a natureza de tais direitos; estes eram unicamente teatrais. Mas Jardel Jércolis, aproveitando o sucesso da composição, explorou-a de várias formas em cassinos, cabarés, rádios, actos variados, etc... Foi então que eu "esfriei", sendo necessária a intervenção da justiça. Afinal a questão terminou amigavelmente.
- De que maneira?
- Jardel concordou em ceder-me todos os direitos que não fôssem teatrais."
A música anterior de Ary, que serviu de modelo, foi o samba "Batuque", gravado por Sylvio Caldas e Elisinha Coelho, em 1931.
Luiz Barbosa por conta própria introduziu o breque "mentirosa, mentirosa, mentirosa".










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