Diversos

Teatro radiofónico rápido (8)

Não consigo explicar racionalmente porque não gostei, nas duas primeiras leituras, do livro de António Moreira da Câmara, "Romance da Emissora. Lugar da Memória" (2007, Roma Editora, 93 páginas). Talvez pelo modo como se mostra desapontado com a rádio a seguir a 1974 (uso um termo neutro para justificar a sua atitude).

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Teatro radiofónico rápido (7)

"Encontros e reencontros de Alice e Alberto"

Nota prévia: este teatro radiofónico é ficção. Se espreitarem aqui a realidade, oh, é puríssima coincidência!

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[som de fundo: cafetaria, com vozes e sons de chavenas]

Alice: desculpe marcar para aqui, mas pareceu-me melhor virmos à Biblioteca Nacional e começarmos a ver o que podemos ler para adaptar.

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Teatro radiofónico rápido (6)

"Encontros e reencontros de Alice e Alberto"

Nota prévia: este teatro radiofónico é ficção. Mas, por vezes, a realidade ajuda a melhorar a ficção e eu aproveito.

3

Voz E: Alberto, recebemos um telefonema da professora Alice Caeiro. Ela quer conversar contigo sobre um projeto de teatro radiofónico. Diz que precisa de falar contigo esta semana ou na próxima. Ela atende alunos às terças e sextas das duas às cinco da tarde. Podes aparecer num desses dias lá no gabinete dela na Faculdade de Letras.

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Teatro radiofónico rápido (5)

"Encontros e reencontros de Alice e Alberto"

Nota prévia: este teatro radiofónico é ficção. Se notar alguma semelhança entre ficção e realidade, é uma coincidência feliz e mostra atenção na leitura.

2

[ruído de fundo: palmas]

Voz B: obrigado, professora Alice Caeiro, pela sua conferência.

[redução do som de palmas; depois, vozes a conversar]

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Teatro radiofónico rápido (4)

Em abril de 1972, a Casa da Imprensa atribuía o prémio anual da rádio a três programas ex-aequo: Página Um, Tempo Zip e Vértice (este para o período de Rui Pedro como realizador). Vértice substituíra o horário do programa Em Órbita e procurou conservar o público e ampliá‑lo, mantendo o estilo musical, mas a tentar “aproximar vários ramos de literatura e filosofia ao ouvinte com pensamento e música popular e erudita”.

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Teatro radiofónico rápido (2)

"Encontros e reencontros de Alice e Alberto"

Nota prévia: este teatro radiofónico é ficção. Qualquer semelhança entre ficção e realidade é uma coincidência feliz. Mas não enjeito se a realidade ajudar a ficção, porque a torna mais fácil.

Personagens principais: Alice Caeiro, 40 anos; Alberto Fonseca, 25 anos

Primeiro encontro [ruído de fundo: vozes de pessoas em tom de conversa amigável]

Alice: Desculpe, como está? Eu vi a sua interpretação na peça de Marc-Gilbert Sauvajon, no Teatro Nacional, "Tchao".

Alberto: gostou?

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Teatro radiofónico rápido (1)

A minha proposta de teatro radiofónico comporta apenas duas personagens, com o objetivo de traçar uma história de amor. Não sei como vou resolver isto – porque a realidade em que assento não me parece propícia a tal. Lá tentarei com perseverança. Faço uma declaração prévia de interesse: na adolescência quis ser escritor ou, melhor, dramaturgo. Tinha um caderninho, onde apontei títulos, personagens e sinopse. De cada história, escrevi um máximo de duas páginas. Como as ideias eram más, deitei o caderno fora e acabei com a ilusão de ser o Shakespeare português.

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Foto de Ester de Lemos no DN

Improviso do autor de rádio

O desenho foi editado no Jornal de Notícias (Porto) a 27 de abril de 1950. Apesar de elucidativo, quero contextualizar melhor, começando por escrever que o melhor improviso assenta em muito trabalho prévio. Ainda por cima num regime de censura como o da época, em que apenas se dizia o aprovado previamente. Numa reunião da direção da Emissora Nacional chegou a discutir-se o facto de a separação de páginas lidas se ouvir na emissão. Tratava-se de uma colaboração enviada fora do país e chegada à estação via avião.

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Jornal Notícias 27 abril, 1950

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