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A rádio contada em imagens (XIV)

Outra imagem retirada de Rádio Nacional, esta de 4 de setembro de 1947. A cantora mostra ao admirador a fotografia da primeira atuação. Nesse ano, a Emissora Nacional criaria o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, que moldou o panorama da música ligeira até finais da década de 1960. Madalena Iglésias, Simone de Oliveira e Artur Garcia foram revelados pelo centro e tornados artistas da rádio. Outra artista conhecida à época da vinheta aqui mostrada foi Júlia Barroso, vencedora do primeiro concurso da rainha da rádio (1951), promovido pela revista Flama.

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Cantora que mostra a fotografia da primeira atuação

A rádio contada em imagens (XIII)

Quanto à imagem de 28 de agosto de 1947, não consigo interpretar totalmente o significado do texto. Talvez fosse uma referência a acontecimento de então, em que o sábio falava na rádio sobre um assunto particular – a condecoração. Mas é evidente uma segunda leitura, a do global versus local, hoje muito presente. Falar na rádio é dirigir-se ao mundo, mas o entrevistado decide dedicar a oportunidade aos tios que viviam em frente à rádio. Não seria melhor ir ter a casa deles e não usar a rádio como intermediário? Ou ele era vaidoso em excessivo?

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Tratando de assunto importante

A rádio contada em imagens (XII)

Diz-se que a pescada antes de o ser já era. Ou que o vestido já o era antes de ser vestido. Mas a história da imagem mostra o caminho que leva o compositor ao seu objetivo. Ele é compositor porque está a compor, mas ainda não compôs (vinheta de 14 de agosto de 1947). Na década inicial da sua existência, a Emissora Nacional quase dera emprego a todos os músicos do país, criando diversas orquestras. Na década seguinte, a estação criaria o Gabinete de Estudos Musicais em 1942, recebendo propostas de compositores e contratando (projeto, temporada, anuidade) muitos deles.

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As orquestras na rádio

A rádio contada em imagens (XI)

Na semana seguinte, a 17 de julho de 1947, a vinheta mostrava a existência de várias pequenas estações em Lisboa. Em 1947, as estações de rádio eram Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Rádio Renascença e pequenas estações, também designadas “minhocas” e integradas nos Emissores Associados de Lisboa no começo da década de 1950. O conjunto dessas pequenas estações, sendo da esquerda para a direita, eram Rádio S. Mamede, Rádio Graça, Clube Radiofónico de Portugal, Rádio Juventude, Rádio Peninsular e Rádio Continental.

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Vinheta ilustrando várias estações de Lisboa

A rádio contada em imagens (X)

A imagem de 10 de julho de 1947 é a das que mais aprecio. A imagem reflete uma época e os seus hábitos e estilos. Primeiro, ouvir ópera no Teatro S. Carlos implicava um código de vestuário rígido. Segundo, a rádio tornou popular a música clássica (então designada séria) através de transmissões em direto de ópera. A Emissora Nacional desdobrou a oferta em dois programas em 1945, para garantir os dois gostos – ligeiro e clássico –, após entrada em funcionamento dos emissores de Castanheira do Ribatejo (ondas médias).

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Desenho representativo da rádio da época

A rádio contada em imagens (VIII)

Embora em contexto diferente, a imagem lembra-me o filme musical americano, Singin’ in the Rain, realizado em 1952 por Stanley Donen e Gene Kelly, onde se mostra a passagem do cinema mudo para o sonoro. Don ganhara papéis de relevo junto da vedeta Lina. O aparecimento do cinema sonoro levou a alterações profundas. Agora, ouvia-se falar e cantar. Lina, com voz incapaz de cantar, seria dobrada por Kathy, por quem Don se apaixonara. Apesar de qualificada, Kathy estava apenas atrás da cortina onde Lina “cantava”.

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Palestra radiofónica

A rádio contada em imagens (VII)

Ao longo da década de 1930, o registo musical alterou-se com a eletrificação do som. O cantor descobriu que, ao estar perto do microfone, podia baixar a voz e cantar com a sua voz natural, em vez da sonoridade operática artificial que a projetava. Foi o tempo dos crooners, a cantarem de modo mais íntimo e sensual. Por isso, a imagem de 19 de junho de 1947.

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Cantor

A rádio contada em imagens (VI)

Na semana seguinte, a 12 de junho, parecia que o plágio (ou a ausência do inédito) era mais antigo do que o de algumas teses de doutoramento ou notícias dos jornais hoje. Algo teria corrido mal ao poeta, que afirmava ter declamado um poema original. Recitar poesia era um género habitual na rádio daquela época, daí o peso do diseur ou diseuse, como se escrevia então. Mesmo em programas de variedades, a leitura de poemas fazia parte da estrutura, um momento mais sensível e cultural da jornada radiofónica.

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Notícia jornal

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