Diversos

Emissões em português durante a II Guerra Mundial

Portugal não entrou diretamente na II Guerra Mundial mas os efeitos na vida nacional foram muitos, a começar pela venda de volfrâmio a Inglaterra e Alemanha. O esforço de propaganda dos países beligerantes foi elevado, caso das rádios. Abaixo, exemplos de publicidade da BBC (Vida Mundial Ilustrada, 31 de julho de 1941, 28 de agosto de 1941 e 21 de maio de 1942; Mundo Gráfico, 30 de setembro de 1942). A frase forte da BBC (slogan) era “A Voz de Londres fala e o mundo acredita”. Valorizo aqui, sem qualquer outra referência, o design.

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Foto alusiva ao assunto
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Locutores

No pós-II Guerra Mundial, a rádio expandiu-se muito. A Emissora Nacional começou a transmitir dois programas, um popular e outro dedicado à música séria (ou clássica, como se diz hoje). Por outro lado, a publicidade permitida alargou-se às pequenas estações de rádio em Lisboa e Porto, servindo de alavanca financeira para mais emissões.

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Locutores
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Censura na rádio

A censura foi uma atividade perene e sempre violenta no Estado Novo. Na rádio, isso também existiu. Eu retirei do arquivo do SNI (em depósito na Torre do Tombo) duas cartas de estações então a laborar no Porto: Emissor Eletromecânico e Portuense Rádio Clube, ambas de 1949.

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Censura na rádio
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Rádio Porto

Na rua dos Clérigos, à esquerda na fotografia e no seu sentido descendente, ficava a Rádio Porto, uma estação dos Emissores do Norte Reunidos (ver a placa, logo a seguir aos Armazéns do Porto). Era ainda nesse prédio que o conjunto António Mafra se reunia para fazer novas canções (depois ensaiadas e gravadas pelo sonoplasta José Fortes noutro local). Carlos Silva, da própria estação, passaria as músicas deles no programa Última Hora e Arnaldo Trindade (com estabelecimento no alto da outra colina, à esquerda - rua de Santa Catarina) editou-o em disco.

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Rua e envolvente

Fernando Curado Ribeiro e Joana Campina Miguel

Para mim, foi com aquela entrevista em Vida Mundial Ilustrada (30 de novembro de 1944), feita por Fernando Curado Ribeiro a Joana Campina Miguel, que eles começaram a catrapiscar. Dela escreveu ele: “espírito culto e infantil, tem antes de mais nada a sua simpatia. Depois um semblante «achinesado», um penteado muito seu e uns olhos muito escuros”. Num dado momento, ela – a terminar a licenciatura de História e Filosofia e a lecionar Francês – disse que ele estava a fazer demasiado perguntas, obtendo a resposta que o público assim o exigia.

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Fernando Curado Ribeiro e Joana Campina Miguel

Natália Correia e a rádio

Natália Correia, açoriana e poetisa, quase a fazer 21 anos, animava as noites de Rádio Clube Português como locutora (Vida Mundial Ilustrada, 31 de agosto de 1944). Quão prazerosos seriam os seus programas! Certamente a ler poesia, a falar de música e da cultura e da arte, ainda que num período tão sombrio como a guerra.

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Natália Correia e a rádio

Mário Rocha

Mário Rocha (1931-1968) estudou violoncelo em Rádio Clube Infantil (programa de rádio e espaço de formação musical), sendo aluno de Maria Fernanda Resende Dias, a irmã mais nova do maestro e compositor Resende Dias (e do pintor Júlio Resende). Integrou a Orquestra Infanto-Juvenil que se apresentava anualmente em público. Nos espetáculos, havia também danças, intermédios cómicos e canções. Mário Rocha distinguia-se pela sua voz.

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Mário Rocha
Outra foto de Mário Rocha
Outra foto de Mário Rocha

Francisco Igrejas Caeiro

Em 1951, Francisco Igrejas Caeiro aceitou o convite para organizar espetáculos musicais nas cidades e vilas onde terminavam as etapas da volta a Portugal em bicicleta, ao longo das semanas da competição. Os espetáculos eram gravados no local do fim da etapa da volta em ciclismo, enviados de motocicleta ou de comboio para Lisboa e transmitidos em Rádio Clube Português no dia seguinte ou dias subsequentes, com uma grande audiência a somar às enchentes dos espetáculos nos locais onde eles se realizavam. Isso significava organização, transportes e artistas, numa forma de rentabilizar recursos.

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Companheiros da alegria

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