Galerias privadas

As mãos dos pretos

Tenho para mim que a literatura, a poesia e o teatro explicam ou fazem refletir muito bem os problemas do mundo e nos levam a tomar decisões sobre o que é mais adequado. Bem melhor do que escrever aqui: sou favorável, sou desfavorável, apoio, não apoio, assim sem mais razões do que a emoção.

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Foto de Luís Bernardo Honwana

Entre as férias e o Natal

Passar férias na praia da Boa Nova era o descanso para Vítor França, o bigodes apaixonado pela escuta da rádio (ver a terceira imagem). Daí ser chamado radiófilo. Já Ricardo Lemos preferia fanecas (é dos meus, oh) e o locutor António Laranjeira queixava-se do calor dentro do estúdio durante o verão. A sorte dele é que se vestia como um chinês!

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Revista Maria Rita, 3 de setembro de 1932
Revista Maria Rita, 24 de dezembro de 1932
Revista Maria Rita, 29 de julho de 1933

Vedetas dos programas infantis de rádio (final da década de 1930)

Na década de 1930, a programação infantil na rádio tinha um conjunto de pequenas vedetas, reconhecidas por nomes diminutivos. O Século Ilustrado (17 de dezembro de 1938) dedicou algumas páginas a revelar ao público essas vedetas, de onde retiro as imagens. Na época, havia revistas em papel destinadas a um público juvenil e infantil e associadas a programas de rádio. Pela amostra das estações de Lisboa, parecia haver mais vedetas meninas do que rapazes.

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Mimi, Odete Passos de Saint-Maurice e Julieta Marques Cardoso no Rádio Clube Português
Mimi aparece sozinha, sorridente, quase irreverente
Ester de Lemos em cima de uma cadeira
Grupo de profissionais da Rádio Renascença
Rádio Hertz
Rádio Luso
Rádio Graça

A rádio portuense em 1932 segundo a revista "Maria Rita"

Em 1925, o Porto tinha uma estação de rádio, em 1928, passou para duas, em 1932, para quatro. E, antes de um périplo pelas estações, a divulgar as suas características, a revista Maria Rita saudaria os Marconis e Edisons tripeiros (habitantes do Porto).

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Foto da Revista Maria Rita
Outra foto da Revista Maria Rita

A rádio segundo António Cagica Rapaz

O enérgico e sorridente Eduardo aplicava duas argoladas na porta, invariável e ruidosamente, às sete da manhã. A minha mãe ficava com o leite e, depois de deixar o fervedor na cozinha, acendia a telefonia. Assim começava o dia com o Talismã, o seu programa da manhã, produzido pelo Gilberto Cotta. Ao microfone, Armando Marques Ferreira, António Miguel e Dora Maria. Das sete às oito e meia, com segunda sessão das dez ao meio dia. Pelo meio ficava a Onda do Optimismo, com o Jorge Alves. Tudo no Rádio Clube Português.

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Foto de António Cagica Rapaz
Outra foto de António Cagica Rapaz

Uma reação à legislação radiofónica de 1933

O número de 28 de maio de 1933 do Diário Ilustrado trouxe na capa o tema da radiodifusão portuguesa, com desenvolvimento em diversas páginas. Deixo aqui duas delas, em que a revista ouviu diversos agentes: emissores, técnicos, comerciantes, ouvintes (de recetores a válvulas eletrónicas) e galenistas (recetores iniciais a galena). A pergunta era se se sentiam contentes com a regulamentação aprovada recentemente.

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Comerciante Eça do Carmo com a sua telefonia de luxo
Mecânico Joaquim de Matos com a sua galena
Foto do nº28 de maio de 1933 do Diário Ilustrado
Outra foto do nº28 de maio de 1933 do Diário Ilustrado

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