Rádio em Portugal

Pioneiros da rádio em Coimbra


PIONEIROS DA RÁDIO EM COIMBRA


Em Coimbra, alem da Emissora Nacional, houve nos anos 40, um conjunto de académicos que se dedicaram às emissões sonoras:

  • Março, 1929 - Posto Radio Coimbra. Este posto de radio amador emitiu um programa de fados e guitarradas com a colaboração de Armando Góis, Artur Paredes e Laurenio Tavares, alem de vários trechos de música clássica por Joaquim de Carvalho, manuel dos reis e Alexandre Nobre.

  • Maio, 1932 - Fundou-se em Coimbra o Radio Clube do Centro de Portugal de que era presidente o Doutor Mário Silva. No primeiro programa difundido colaboraram Jorge de Moaris Xabregas, Alves de Oliveira e José Lopes do espirito santo, componentes do fado de Coimbra.

  • Dezembro, 1932 - No Laboratório de Física da Universidade foi montado um posto de radiodifusão.

  • Julho, 1934 - A Emissora Nacional, recentemente organizada e que era dirigida pelo dr. António Joyce, antigo regente do Orfeon Académico dedicou uma das suas emissões experimentais à música de Coimbra e aos estudantes.

  • Junho, 1935 - No Liceu José falcão começou a funcionar um posto experimental de emissões radiofónicas, estando a montagem a cargo do aluno Vicente de Almeida Eça.

  • Abril, 1947 - No Laboratório de Fonética foi transmitido o Auto da Alma, peça vicentina interpretada pelo Teatro dos Estudantes. Esta transmissão radiofonica foi gravada e emitida pelo Emissor Regional de Coimbra.

  • Maio, 1947 - A revista "Estudos" publicou Encruzilhada, uma peça radiofónica de Rui Vieira Miller, estudante de Direito.

  • Outubro, 1947 - O Orfeon Académico instalou uma aparelhagem de emissões sonoras, na Associação Académica, transmitindo música gravada, palestras e noticiários.

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Rádio Clube Português


RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS



Rádio Clube Português - Da escassez de frequências à grande importância no meio radiofónico nacional (1931-1936)



Resumo:


O Rádio Clube Português surgiu no começo dos anos 1930 e, rapidamente, adquiriu uma forte dimensão radiofónica em Portugal. O texto reflecte as razões principais dessa ascensão meteórica, entre as quais se destacam a tenacidade do seu principal dirigente Botelho Moniz, as suas ligações ao novo poder político e a vontade de fazer uma rádio de tipo profissional.

Autor nome : 
Rogério
Autor apelido: 
SANTOS
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Revistas, associações e exposições


REVISTAS, ASSOCIAÇÕES E EXPOSIÇÕES



Em Portugal, as revistas dedicadas aos amadores de rádio incentivaram a produção de aparelhos feitos em casa, a partir de diversos modelos usando válvulas. Em década e meia, recenseamos catorze jornais, revistas e boletins. Nelas, os amadores referiam-se a modificações feitas nos aparelhos, alterando componentes, substituindo as antenas de emissão e recepção, aumentando a potência de saída.

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Programação e gostos musicais


EMISSÕES REGULARES, PROGRAMAÇÃO E GOSTOS MUSICAIS



Imagem animada de um rádio


Num livro sobre a realidade radiofónica francesa, Méadel (1994) partiu de dois conceitos: regularidade e continuidade. Pelo primeiro, entende a indissociabilidade entre programa distribuído aos jornais e grelha de programas. A primeira das regularidades foi a hora da difusão. Ao longo dos anos ocorreriam duas evoluções: a duração mais curta dos programas das estações privadas face às públicas e a importância do domingo e da noite na programação.

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Pioneiros da rádio em Portugal


OS PIONEIROS DA RÁDIO EM PORTUGAL



Desde a época da primeira guerra mundial, as técnicas radioeléctricas permitiram enviar mensagens por via hertziana, começando a usar-se a TSF para mensagens telegráficas, sinais de sinalização para navios (meteorologia) e sinais horários.

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Notícias, censura e poder político


NOTÍCIAS, CENSURA E PODER POLÍTICO



A ideia de notícia de rádio, como hoje a concebemos, formou-se na década de 1930. Nesta altura, detectam-se notícias em CT1AA e Rádio Sonora, do Porto, e informações de CT1 DE (sob a forma de reparos ou simples relatos morais do locutor). Ainda no ano de 1930, profissionalizava-se o noticiário radiofónico, com a emissora CT1 BO a transmitir notícias oriundas do ”Diário de Notícias” e ”palestras amenas”. Esta estação tinha um locutor habilitado a fazer comentários acerca dos acontecimentos do ano, como ocorrera na edição de 10 de Novembro de 1929. A crítica literária, também da mesma estação (12 de Abril de 1931, por exemplo), dirigir-se-ia, talvez, a uma pequena minoria de ouvintes, mas abria caminho na ideia de formação da opinião pública. As alocuções da campanha do Trigo, no final da década de 1920, com a retransmissão por altifalante junto de ouvintes reunidos numa praça ou largo, constituiram um bom exemplo do emprego da rádio na propaganda do regime político entretanto instaurado no país. Embora no artigo não haja espaço para a análise detalhada à censura no período inicial da radiodifusão nacional, lembremos a informação disponível no arquivo de Salazar. De uma carta confidencial de Henrique Galvão, presidente da comissão administrativa Emissora Nacional, sobre a guerra civil espanhola, extrai-se o seguinte:1

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História da rádio em Portugal


A RÁDIO EM PORTUGAL



Rádio TELEFUNKEN


Em Portugal, eram já muitos os que tentavam, às suas custas receber emissões, criando receptores que na maioria dos casos não funcionavam. Mas em tudo há excepções, e um desses curiosos merece o devido destaque, já que conseguiu ultrapassar e vencer a incompreensão e desanimo de muitos, até chegar à montagem de uma verdadeira estação de Rádio.

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A evolução das emissões


A EVOLUÇÃO DAS EMISSÕES



Em finais de Abril de 1925, cabia a vez a Jácome Dias, o patrão da loja ”Rádio-Lisboa”, de instalar um posto emissor, com o indicativo P1AC, passando a fazer ensaios em telefonia. Organizou também emissões de rádio-concertos, que se puderam ouvir por altifalante a 400 quilómetros de distância, com 50 watts. Todas estas emissões eram feitas num comprimento de onda de 250 metros.

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