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Extracto do filme "O Costa do Castelo" em que António Silva descreve de maneira magnífica o rádio e a forma como este funciona.
Realização:
Arthur Duarte
Local de Estreia:
São Luiz (Lisboa) - 15 de Março de 1943
Produção:
Tóbis Portuguesa
Obra Original:
João Bastos
Argumento:
Fernando Fragoso
Diálogos:
João Bastos
Actores:
Luís Campos
António Silva
Maria de Lourdes de Almeida Lemos (Milú)
Maria Olguim
António Sacramento
Mendonça de Carvalho
Manuel Santos Carvalho
Hermínia Silva
Dina Salazar
Isabel Carvalho
Vital Santos
João Silva
Maria Matos
Fernando Curado Ribeiro
Teresa Cazal
Virgínia Noronha
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Extracto do filme "A menina da rádio". Cipriano tenta convencer os notáveis do bairro das vantagens de investir em publicidade na rádio.
Realizador - Arthur Duarte
Ano de Produção - 1944
Ficha Artística:
ANTÓNIO SILVA - Cipriano
MARIA MATOS - Rosa
RIBEIRINHO - Fortunato
MARIA EUGÉNIA - Geninha
ÓSCAR DE LEMOS - Óscar
Ficha Técnica
Realizador - ARTHUR DUARTE
Argumento - JOÃO BASTOS
Fotografia - AQUILINO MENDES
Produtor - COMPANHIA PORTUGUESA DE FILMES
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Na década de 30 e 40, em Portugal, os postos de rádio eram muito experimentais, fruto das limitações técnicas e do amadorismo reinante.
Dada a forma amadorística como tudo era feito, popularmente eram conhecidos como "minhocas", sendo vários os exemplos no cinema português da importância da rádio nesses anos, com descrições mais ou menos caricatas, mas muito próximas da realidade.
"O pátio das cantigas" é um desses exemplos. O "engenhocas" é um entusiasta da rádio, levando muito a sério o seu empenho em transmitir música para os vizinhos do bairro.
Neste excerto trava-se uma corrida entre os vários meios de comunicação; quem conseguirá avisar a D. Rosa da chegada da sua filha, do Brasil? O telefone, o telegrama, a telefonia e, até mesmo um pombo correio!
No filme todos ganharam, mas, tantos anos depois, todos sabemos que foi a rádio a verdadeira vencedora.
"O pátio das cantigas" estreou a 23 de Janeiro de 1942 no cinema Éden.
Argumento:No Pátio do Evaristo, morava a Srª Rosa que tinha dois pretendentes, Narciso que bebia para afogar as suas mágoas e o Evaristo droguista, pessoa de génio agreste, pai da menina Celeste aspirante a pianista, patrão do João Magrinho, caixeiro da drogaria, e do Alfredo, que morria de amores por uma vizinha. A mesma que namorava o irmão, o Carlos Bonito, a Amália que era uma artista bonita mas leviana, bem diferente da irmã, a recatada Susana.
O avô das raparigas, o Sr. Heitor morava por baixo do Engenhocas, que transmitia as cantigas que todo o pátio cantava. Na casa ao lado, vivia um russo, o Borisdonove, a Sr.ª Margarida, e em baixo no rés-do-chão os irmão Marx, Arnesto, Vicente e Sebastião. Falta ainda a Maria da Graça com o seu claro sorriso, que até faz perder o tino ao rebento do Narciso, o grave Rufino Fino.
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