Do rolo de cera ao vinil

Separadores primários


DO ROLO DE CERA AO VINIL



O início com um pouco de imaginação e poesia


No princípio, era o Verbo.

Depois Deus construiu o Universo, com as estrelas, planetas, sóis, e disse: Fiat lux e a luz fez-se!

Escolheu um dos incontáveis planetas e concentrou nele a sua obra em detalhe, tal como um joalheiro esculpe minuciosamente a sua pequena peça.

Fez este trabalho em 6 dias, tempo que achou suficiente para concentrar no que fazia, todos os detalhes, mesmo os mais ínfimos, não descorando os sons, que seriam melodiosos, ora de uma suave harmonia, ora de um fulgor e ímpeto formidáveis.


Imagem de um pôr-do-sol


Sabia, porque ele sabe tudo, que a sua última criação, seria dotada, não de um ouvido extremo, mas de uma sensibilidade que só a sua inteligência e racionalidade lhe conferiam.

Assim, criou os mares e providenciou para que as ondas, alterosas ou mansas, fossem calmantes, inspiradoras, embalando, como um berço, os sentidos.

Dos mares apartou os rios, e destes ribeiros, regatos e fontes donde correm harmoniosos fios de água, cantando entre as pedras, rochas, em amenos fios de música, ou em orquestrais quedas de água, abundantes efeitos de som e luz.

Mas, seriam as árvores o magnífico auditório, onde actuariam os mais belos intérpretes desta música celestial, os pássaros.

O homem começou a usar a sua sabedoria e inteligência para criar sons com harmonia, usando a sua voz e inventando instrumentos, que, com o passar dos séculos, se foram tornando mais complexos, seguindo de perto a evolução humana.

Mais tarde, aquilo que era uma forma de comunicação ou apelo divino, tornou-se espectáculo, mostra de talentos, acrobacias de exímios artistas, virtuosos de violinos ou pianos, vozes de sonho e compositores de harmonia perfeita.

As salas de teatro e igrejas, mas também os adros, terreiros ou ruas, foram palco desta arte, cumprindo a ordem divina de compor, interpretar e encher a terra de harmonia.

No entanto, passaram muitos séculos, tantos de que nem temos memória, para que o homem conseguisse fixar, guardar Os seus sons, e todos os outros que o rodeiam.



Tentativas e lendas


Como facilmente se entende, a busca pela conservação de sons vem de tempos longínquos. O facto de podermos registar a voz de alguém ou um som de um instrumento, e depois podermos ouvi-lo quando queremos e onde queremos é algo relativamente recente.

Reza a lenda que cerca de 2000 anos antes de Cristo um imperador chinês recebera uma pequena caixa, oferta de um súbdito seu. Quando o imperador abriu a caixa uma mensagem sonora saiu de lá de dentro.

O desejo de superação da fugacidade dos eventos sonoros também pode ser encontrado em narrativas da mitologia grega.

Ovídio narra o castigo dado a Midas por Apolo, após uma disputa entre este (Apolo) e Pâ: Midas ganha orelhas de burro e esconde essa deformação debaixo de uma bela tiara. O barbeiro que tratava dos seus cabelos percebeu-a, mas não ousou dizer nada. Cansado com o peso de tal segredo, vai a um lugar ermo, faz um buraco no chão, aproxima dele a boca e diz em voz baixa que seu amo tem orelhas de burro; depois fecha o buraco e vai-se embora. Algum tempo depois, nasceram nesse local uns caniços que, secos ao fim de um ano e agitados pelo vento, repetiram as palavras do barbeiro e fizeram toda a gente saber que Midas tinha orelhas de burro.

Em 1548, O escritor francês Francois Rabelais no seu livro "Pantagruel" descreve "Palavras congeladas". Pantagruel e a sua tripulação navegam até às margens do mar glacial, no qual tinha ocorrido no início do Inverno passado grande e feroz batalha entre os arimaspianos e os nefrílibatas, e então "gelaram no ar as palavras e gritos dos homens e mulheres, o retinir de armas, o relincho dos cavalos e todos os outros rumores da batalha. A esta hora, o rigor do Inverno passou; advinda a serenidade e o bom tempo, elas se derretem e são ouvidas."

As palavras congeladas podiam também ser vistas e tocadas.
"Então nos lançou ao convés punhados e punhados de palavras geladas perladas de diversas cores."

Avançamos um pouco mais no tempo e no século XVII, outro escritor francês, Hector Savinien Cyrano mais conhecido como Cyrano de Bergerac, descreve numa das suas obras uma complicada caixa que permitia "ler com as orelhas".

No século XVIII o barão Kempelen constrói o "Turco falante", um boneco que se movimentava e "falava".

Em 1806 o físico Thomas Young, conhecido pelos seus trabalhos no campo da elasticidade, consegue inscrever num cilindro revestido a negro de fumo as vibrações dos sons, estas inscrições são feitas por um estilete "Inscriptor".

Em 1857 é a vez do pintor francês Leon Scott inventar o Fonautógrafo, um aparelho que regista o som, mas que não o reproduz. Leon Scott teve a ideia de gravar o som como uma série de linhas sinuosas. O seu aparelho era constituído por um funil com uma membrana esticada na extremidade estreita, no centro desta membrana estava fixada uma cerda de Porco, o estilete. Este estilete roçava contra uma folha de papel escurecida com fumo enrolada num cilindro que se movia manualmente, as vibrações do som faziam mexer o estilete inscrevendo o som no papel, a máquina não podia era reproduzir o som gravado.



Agora a sério


Vinte anos depois da experiência de Leon Scott, a 18 de Abril de 1877, Charles Cros entregou na academia das Ciências Francesa um pacote selado contendo um projecto para um sistema de gravação e reprodução sonora. Charles Cros chamou-lhe "Paléophone".

A 18 de Agosto de 1877, o inventor americano Thomas Alva Edison conseguia levar a experiência de Scott mais além, ao reproduzir o som gravado, chamou ao seu invento "Fonógrafo".


Fonógrafo de Edison


Edison fez a primeira gravação com o célebre poema "Mary has a little lamb". Houve entretanto uma certa polémica em torno destes dois inventores pois as suas máquinas eram semelhantes e baseadas no modelo de Leon scott. A paternidade da primeira gravação acabou sendo atribuída a Edison.

O Fonógrafo era constituído por um cilindro giratório em torno do seu eixo, este cilindro era accionado manualmente por uma manivela de progressão axial por sistema de parafuso.

No ano seguinte Edison melhorou a sua invenção substituindo o papel por uma folha de estanho, e separando o estilete de gravação do da reprodução.

Os cilindros de Edison tinham uma duração limitada 3 a 4 utilizações além do mau som e curta duração das gravações, cerca de um minuto.

No entanto até 1912, este foi o sistema que Edison colocou no mercado, cuja propaganda estáva fortemente vinculada às possibilidades de gravação doméstica. É um desses modelos que está presente no seguinte episódio narrado pelo escritor Oswald de Andrade nas suas memórias:
"Numa soiré em casa dele, nessa chácara imensa, foi-me apresentado o fonógrafo: - É uma coisa que a gente põe um fio na orelha e ouve! Minha mãe fez questão que eu comparecesse a essa apresentação da espantosa descoberta: - Uma coisa que roda e a gente escuta tudo! [...] De fato, fiquei impassível e nada exclamei quando me apresentaram a pequena máquina, onde um cilindro de cera negra em forma de rolo despedia sons musicais através de fios que a gente colocava nos ouvidos. Depois de exibida a invenção norte-americana – de Thomas Edison! – dizia, encarecendo-a, passou-se a gravar um disco virgem."


Anúncio ao fonógrafo de Edison


As possibilidades abertas pelo fonógrafo também provocaram a imaginação do escritor francês Guillaume Apollinaire, que chegou a gravar alguns poemas na Sorbonne, em 1913; limitações técnicas, no entanto, impediram a exploração das suas ideias. Em 1917 afirmou que "um poema ou uma sinfonia composta com o fonógrafo poderia muito bem constituir-se de ruídos artisticamente escolhidos e misturados ou justapostos de forma lírica."

Em 1886, Chichester Bell, primo de A. G. Bell o inventor do telefone, e Charles Sumner Tainer registaram a patente de um fonógrafo aperfeiçoado a que chamaram Gramofone, e onde substituíram a folha de estanho por um cilindro de cera mineral, o ozocerito, e o estilete de aço por um de safira em forma de goiva.

O passo seguinte é dado por Emile Berliner, um imigrante americano de Hanover, em 1888, este inventor mudou a forma dos cilindros para discos planos de 33 cm de diâmetro e 6,4 cm de espessura.

Enquanto se gravava sons em cilindros e discos o dinamarquês Valdemar Poulsen patenteia, em 1898, o primeiro sistema de gravação magnético o "Telegraphone".

Na máquina original a gravação era feita em fio de aço do género usado para os pianos. O arame saía de um carreto onde estava enrolado e passava por um electroíman que o magnetizava segundo um padrão que variava de acordo com os sons captados por um microfone, enrolando-se noutro cilindro.

Para reproduzir o som gravado era só passar o arame magnetizado pelo electroíman e por indução magnética geravam-se correntes eléctricas que eram transformadas no som original nos auscultadores.

Este sistema, embora melhorado dao longo dos anos, manteve-se até aos anos 40, quando foi substituído pela fita de plástico revestida a oxido de ferro.

A máquina de Poulsen ganhou o Grande Prémio da Exposição Mundial de Paris em 1900.

A concorrência entre os Cilindros e os Discos atingiu o auge na viragem do século XIX para o século XX, acabando o Cilindro por ser totalmente derrotado em 1905, quando os Irmãos Pathé adoptaram o Disco.


Disco da Pathé


Nestes primeiros tempos as gravações eram muito demoradas pois cada cilindro ou disco era gravado individualmente, ou seja, para fazer dez discos o artista tinha de cantar dez vezes.

Esta situação terminou em 1892 quando Emile Berliner passou a usar um disco original para se fazer outros. Aqui o artista só precisava de cantar uma vez, para fazer vários discos. Com esta nova técnica os discos passaram a ser prensados com o recurso a matrizes, obtidas por galvanoplastia num composto à base de goma-laca, e que se manteria em uso até ao aparecimento da microgravação em 1943.

Em 1907, a Columbia Gramophone apresenta ao público pela primeira vez, um disco de dupla face e com a espessura de um centímetro. Esta novidade era tão espectacular, que a Columbia deu ordens aos seus vendedores para atirarem os discos ao chão, para provarem que eram inquebráveis.

Os avanços técnicos sucedem-se e os discos vão aumentando de tamanho. Discos de 50 e 60 cm de diâmetro, com cerca de 15 minutos de duração, são comuns em 1910.


Anúncio no jornal O Comércio do Porto


Os laboratórios Bell experimentam em 1919 o registo eléctrico, gravações obtidas electricamente através de um microfone, em vez de um vocal, e o primeiro "pick-up", testado por Lionel Gurt e H. Merriman. O "pick-up" é a célula fonocaptora e compõe-se de uma ponta, a agulha, e um sistema conversor. O sistema conversor aproveita as variações introduzidas no campo magnético de uma bobine condutora, produzindo pequenas correntes eléctricas, que ao serem amplificadas reproduzem o som original.

Os Gramofones estariam em moda até finais dos anos 20, altura em que apareceram os primeiros gira-discos eléctricos.

A gravação em disco era prática comum, mas paralelamente a gravação magnética ia-se impondo para outros fins que não o de fazer discos.

Desde que Poulsen inventou o "Telegraphone", que as melhorias foram muitas, mas ao chegar a década de 30, ainda se gravava em fio de aço e este ainda se manteria em uso, em muitas estações de Rádio, até aos anos 40.

A firma inglesa Electric & Musical Industries, mais tarde EMI, inventou em 1933 as gravações estereofónicas, gravando alguns discos de 78 rotações por minuto.

Após a II Guerra Mundial o Vinil iria sobrepor-se à goma-laca, o material de que eram feitos os discos há mais de 50 anos, e este novo material permitia que os sulcos dos discos fossem mais estreitos, o que poderia reduzir a velocidade e aumentar a duração dos mesmos tocando cerca de 23 minutos de cada lado a 33 1/3 rpm.

Este novo disco foi introduzido pela Columbia e recebeu o nome de Long Playing ou simplesmente LP.


Disco de 45rpm, single


A gravação manteve-se praticamente inalterável durante uma década, os estúdios gravavam em bobines de fita magnética em Mono e depois passavam a uma matriz, que faria vários discos de vinil iguais, para serem distribuídos por pontos de venda.

Só em 1958 é que o panorama musical muda com a introdução de discos de 45 e 33 1/3 rpm, estereofónicos.

A firma americana Audio Fidelity e as firmas inglesas Decca e Pye foram as primeiras a introduzir este género de disco no mercado, 25 anos depois dos primeiros discos estéreo de 78 rpm da EMI.

A década de setenta traz uma novidade à gravação: a quadrifonia. Este sistema grava quatro sinais de som independentes. Pretendia-se com esta solução criar um ambiente mais realista, colocando 4 altifalantes em torno do ouvinte.

Devido aos altos custos de produção e das aparelhagens reprodutoras o sistema foi abandonado só sendo feitas umas poucas gravações.


Disco Exposed de Mike Oldfield


O LP "Exposed", de Mike Oldfield foi um desses raros exemplos, gravado ao vivo, dispunha de uma tecnologia (SQ) que permitia ouvir em quadrifonia mesmo a partir de uma fonte estéreo, usando um dispositivo de descodificação. Mas mesmo o SQ não teve grande aceitação pelo mercado de consumo.



A morte anunciada


Em finais da década de 70 a Sony e a Phillips aliaram-se para desenvolver um disco digital de apenas 11,5 cm de diâmetro e com a duração de uma hora de um só lado.

Em 1983, começou a comercialização deste suporte digital com o nome de Compact Disc, ou simplesmente CD.

O CD era anunciado como o "som superior e eterno", pois os fabricantes apregoavam que o disco não sofria de desgaste, não era tocado por nenhuma agulha como no vinil, e por ser digital o som era de "superior qualidade".

Dez anos depois, o CD, ainda não se tinha conseguido impor, pois a qualidade do som era inferior ao disco de vinil, sofria dos mesmos problemas de manuseamento, era preciso ter cuidado para não riscar a face gravada, e para terminar até os leitores sofriam de "microfonia", ou seja de captar as vibrações da energia acústica emanada pelas colunas, tal e qual uma agulha de gira-discos.

O CD acabou por se impor não pelas suas "qualidades" mas porque simplesmente era mais barato fabricar CDs do que discos de Vinil. Os velhinhos LPs deixaram de ser fabricados em massa, no inicio dos anos 90.



A Fénix renascida


Num cenário de desolação em relação ao CD e ao digital em geral, muitos (e não só os audiófilos) voltaram a colocar em funcionamento o velho gira-discos e foram ao sótão buscar os velhinhos discos de Vinil.

Este movimento de adesão ao Vinil não tem parado de crescer, com novos equipamentos e novos discos de Vinil a sair regularmente, facilitando a vida a todos aqueles que procuram reencontrar a beleza do som puro, sem os problemas do CD ou a escassez de emissões de álbuns em DVD-A ou SACD.


Gira-discos Goldring GR-1, topo de gama


Os fabricantes iniciaram então uma lenta mas constante criação de novos modelos de gira-discos, tecnologicamente mais evoluídos, recorrendo a novos materiais, e nunca como hoje se conseguiu um grau tão grande de qualidade e precisão mecânica nos seus diversos componentes, desde os rolamentos e pontos de apoio, às suspensões, aos braços de alta rigidez e de baixíssima ressonância, e às novas células e agulhas MM e MC de baixa distorção e altíssima qualidade sonora.


Gira-discos Rega Planar 9, topo de gama


O vinil está bem vivo e pronto para continuar a competir com os formatos digitais, ocupando um espaço priveligiado nas discotecas e colecções de quem já percebeu que este é o melhor som.


Comentários

Este artigo é curioso pois apresenta factos quanto a mim desconhecidos, como sejam os discos de 50 e 60 cms de diâmetro e os discos de 78 rpm stéreo, já discos de 40 cms, tinha-os visto há alguns anos no antigo Museu da Rádio (o que é feito dele?), e ainda quando moço, nos anos 60. tinha visto um desses discos enormes à venda, numa casa de velharias no Bairro Alto.
Ao que saiba, eram normalmente utilizados como suporte sonoro dos primeiros "talk films", mas cujo sincronismo era por demais imperfeito, assim, após 1927, generalizou-se a gravação óptica no próprio filme, que aliás já desde 1922 ou 23, existia em pequenos filmes musicais que eram apresentados juntamente com os vulgares (nessa época), filmes mudos.
Curiosamente, o suporte sonoro em disco, voltou novamente com o sistema DTS, mas com a vantagem de ser comandado pelo sinal emitido a partir da pelicula, assi mesmo que haja cortes no filme, o disco "salta" e acompanha a imagem nunca perdendo o sincronismo.
Aliás a História do Som no Cinema, é extremamente interessante, pena é que mais uma vez, não tenhamos um Museu do Cinema, o qual chegou a existir na Cinemateca, mas foi "enterrado" lá para os lados de Freixial. Bucelas, e que mais uma vez também não aproveita ao público, apesar de ter uma razoável coleção de vários equipamentos.
Aliás, não sei o que se passa neste País a propósito de Museus ligados à imagem e ao som, pois ao contrário doutros países, apesar de existir um importante espólio, este não está acessível ao público, será que nem a isso temos direito?
Fica à consideração de quem de Direito.
Os meus cumprimentos.

Audion

É verdade, o Vinil está de volta pouco a pouco está aparecendo e fiquei surpreendido quando o vi num espaço comercial passe a publicidade na Média Mark, já os tinha encontrado em outros pontos de venda.
Realmente não há som mais perfeito, aqueles graves...uma beleza
Viva o Vinil!!!

José Manuel Lopes

José Lopes

Sobre o Museu da rádio, o que se sabe é que todo o seu espólio foi tranferido para o edifício da RTP onde passará a funcionar não se sabe apartir de quando nem em que circunstãncias....
Mas no meio de isto tudo se um Turista que já ouviu falar do mesmo e for à internet procurar a morada, vai lá encontrar: Rua do Quelhas, 21. Depois vai até lá.... e o mais que pode visitar é a nossa Lisboa Antiga!

A todos um grande Abraço!
Nuno Miguel

A todos um grande Abraço!
Nuno Miguel

Muitos Parabéns pelo excelente artigo. Gostaria de lhe pedir as fontes dos recortes de jornal que coloca a ilustrar. são muito interessantes. Obrigado

Só não entendi como é que o som do vinil é melhor que o do CD. Sempre achei o contrário. Pode explicar melhor?

Ronaldo Mac

se vc entende de som faça uma analize das frequencias e compare e vc vai ver o qual é mais puro se é o vinil ou se é o cd não ha som mais puro que o do vinil ok


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