Seria injusto não se referir nas páginas deste site a importância dos discos na história da rádio.

Pretos, primeiro de cera depois em vinil, de 78 rotações por minuto lidos literalmente por um "prego" ou micro sulcos de 33 1/3rpm, estes objectos, hoje de culto, foram a fonte de música e programas ao longo das várias décadas de vida da rádio.
Actualmente reformados, primeiro pelo aparecimento do CD, depois com a utilização de computadores e suportes digitais comprimidos, o vinil parece querer ressurgir, desta vez não para as ondas da TSF, mas para os ouvidos exigentes dos melómanos.
Começam a aparecer novamente as lojas de discos (terão desaparecido?), o mercado de usados ganha dimensão global graças à Internet e às facilidades de compra por este meio, vendem-se e licitam-se raridades, há quem desista do CD. Para os mais novos é tempo de aderir com a curiosidade própria de quem nasceu na era dos discos prateados de 12cm.
Os conjuntos e artistas internacionais estão a editar os seus êxitos mais recentes também em vinil.

Os mais velhos, os que atiraram para o sótão os velhos discos, quando passou a ser moda o CD, o som digital, puro, sem estalidos ou chiados, têm agora a oportunidade de os resgatar, lavando-os, substituindo-lhes as bolorentas capas de papel ou celofane, preparando-se para voltar duas ou três décadas atrás, reouvir o que nunca foi editado em CD ou comparar com o formato digital.
A surpresa vai ser grande, o som vai soar mais limpo, puro, quente, humano, que o formato digital. Os cantores vão parecer mais perto de si, os instrumentos bem localizados no palco sonoro, a riqueza dos médios, a dinâmica de um som não comprimido, vão fazê-lo esquecer o ruído de fundo, os estalidos ou "pipocas" e vão despertar em si o desejo de ouvir mais e mais, de querer voltar a comprar discos, de se interessar pelas novas reedições, algumas de luxo, outras prensadas há décadas.
Vai ficar surpreendido com a quantidade de lojas de discos de vinil, vai reparar que as grandes superfícies voltam a ter gira-discos e secções de vinil, vai ficar admirado com a quantidade de sites existentes sobre o assunto, ensinando truques de limpeza, restauro, conservação, etc.
Com esta série de artigos que serão aqui publicados, pretendemos constituir uma espécie de aperitivo para a redescoberta das velhas bolachas, deixando, depois, ao seu critério a pesquisa, compra, descoberta de mais informação sobre o assunto.

No entanto, o que aqui fica será já um bom ponto de partida para, quem sabe, recambiar para o sótão os novos e brilhantes Cd's, isto sem saudosismo, ou culto pelo antigo, ultrapassado ou fora de moda.










Comentários
Re: Regresso ao vinil
gosto tanto de discos de vinil que o nome do meu bar do qual sou proprietario pus-lhe o nome de vinil bar .
acho que sim o vinil e que e so e pena que a malta mais jovem so liga au cd e pior o cdrw.
ricardo domingos
Re: Regresso ao vinil
Um óptimo tema. Discos de vinil.
Parabéns pelo artigo.
Para além, claro, de rádios antigos, possuo também aparelhagem HI-FI que inclui, obrigatoriamente um gira-discos.
Lá coloco um disco de vinil de vez em quando para matar saudades e, de facto, embora oiça uns "estalidos"
também oiço sons realmente puros. É diferente.
Aproveito a oportunidade para, se alguém souber, solicitar o favor de me informar como devem ser limpos os discos de vinil.
Abraços e obrigado.
selmoleal@netcabo.pt
Este meu pedido fica sem efeito, pois já vi noutro tópico, o tema sobre "limpeza de discos de vinil".
As minha desculpas.
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