Fevereiro 2020

Teatro radiofónico

“Se a Emissora Nacional fosse dirigida pelo voto do público” foi o título de coluna editada em Rádio Nacional, a 8 de outubro de 1949. Foi uma atitude rara, a da publicação colocar opiniões tão díspares sobre a mesma produtora, Virgínia Vitorino, que na rádio se assinava com o nome artístico de Maria João do Vale.

A primeira carta era de uma grande crítica: em vez de teatro radiofónico uma “porcaria cacofónica”. Na segunda carta, pedia-se a repetição de programa da mesma autora. A terceira (manuscrita) pedia peças mais leves e alegres e menos choronas.

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Teatro radiofónico

O sonho de Ricardo Isidro, o médico da coxinha do Tide

Ricardo Isidro e Lily [Lurdes] Santos Frias foram os célebres protagonistas dos folhetins Tide, da Rádio Graça, depois conhecidos pelos folhetins da Coxinha. Ele encarnava a personagem de um médico, ela a de uma deficiente (coxeava). Propôs-se operá-la e torná-la uma pessoa normal. Mas apaixonou-se por ela. Após a morte da esposa do médico, este ficou livre e casou com a antiga coxinha. O enredo lento da história, no tocante à agonia de Raquel, a má da radionovela, exasperou as ouvintes do programa das 14:30.

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Foto de Ricardo Isidro

Compre o gira-discos e leve os discos

O anúncio, publicado no Jornal de Notícias de 4 de maio de 1972, é inovador. A quem comprava o hardware (o giradiscos e rádio de 1450$00) oferecia-se o software (31 discos de música ligeira portuguesa). Antecipava – ou já era contemporânea de – a estratégia comercial dos videojogos. Logo, nas análises atuais, temos de fazer revisionismo histórico, pois o que parece ser de hoje já se praticava há décadas. O preço do giradiscos corresponde hoje a 337,07 euros (cálculo a partir do conversor da Pordata).

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Anúncio publicado no Jornal de Notícias 4 maio de 1972

As mãos dos pretos

Tenho para mim que a literatura, a poesia e o teatro explicam ou fazem refletir muito bem os problemas do mundo e nos levam a tomar decisões sobre o que é mais adequado. Bem melhor do que escrever aqui: sou favorável, sou desfavorável, apoio, não apoio, assim sem mais razões do que a emoção.

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Foto de Luís Bernardo Honwana

Entre as férias e o Natal

Passar férias na praia da Boa Nova era o descanso para Vítor França, o bigodes apaixonado pela escuta da rádio (ver a terceira imagem). Daí ser chamado radiófilo. Já Ricardo Lemos preferia fanecas (é dos meus, oh) e o locutor António Laranjeira queixava-se do calor dentro do estúdio durante o verão. A sorte dele é que se vestia como um chinês!

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Revista Maria Rita, 3 de setembro de 1932
Revista Maria Rita, 24 de dezembro de 1932
Revista Maria Rita, 29 de julho de 1933

História da rádio em Portugal em imagens

História da rádio em Portugal em imagens

Pequenos recortes sobre a história da rádio em Portugal, imagens acompanhadas de textos ou vice-versa.

São os resultados do intenso trabalho de investigação de Rogério Santos e da sua enorme paixão pela rádio.

Além de um percurso académico invejável, estudou Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e trabalhou como Coordenador da Área Científica de Ciências da Comunicação na Universidade Católica Portuguesa.

Autor nome : 
Rogério
Autor apelido: 
SANTOS
Categoria: 
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Capa do livro Sintonias da Rádio em Lisboa

Vedetas dos programas infantis de rádio (final da década de 1930)

Na década de 1930, a programação infantil na rádio tinha um conjunto de pequenas vedetas, reconhecidas por nomes diminutivos. O Século Ilustrado (17 de dezembro de 1938) dedicou algumas páginas a revelar ao público essas vedetas, de onde retiro as imagens. Na época, havia revistas em papel destinadas a um público juvenil e infantil e associadas a programas de rádio. Pela amostra das estações de Lisboa, parecia haver mais vedetas meninas do que rapazes.

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Mimi, Odete Passos de Saint-Maurice e Julieta Marques Cardoso no Rádio Clube Português
Mimi aparece sozinha, sorridente, quase irreverente
Ester de Lemos em cima de uma cadeira
Grupo de profissionais da Rádio Renascença
Rádio Hertz
Rádio Luso
Rádio Graça

A rádio portuense em 1932 segundo a revista "Maria Rita"

Em 1925, o Porto tinha uma estação de rádio, em 1928, passou para duas, em 1932, para quatro. E, antes de um périplo pelas estações, a divulgar as suas características, a revista Maria Rita saudaria os Marconis e Edisons tripeiros (habitantes do Porto).

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Foto da Revista Maria Rita
Outra foto da Revista Maria Rita

A rádio segundo António Cagica Rapaz

O enérgico e sorridente Eduardo aplicava duas argoladas na porta, invariável e ruidosamente, às sete da manhã. A minha mãe ficava com o leite e, depois de deixar o fervedor na cozinha, acendia a telefonia. Assim começava o dia com o Talismã, o seu programa da manhã, produzido pelo Gilberto Cotta. Ao microfone, Armando Marques Ferreira, António Miguel e Dora Maria. Das sete às oito e meia, com segunda sessão das dez ao meio dia. Pelo meio ficava a Onda do Optimismo, com o Jorge Alves. Tudo no Rádio Clube Português.

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Foto de António Cagica Rapaz
Outra foto de António Cagica Rapaz

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