História da rádio do Porto contada às novas gerações (IX)

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História da rádio do Porto
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Quero voltar um pouco atrás neste folhetim sobre a rádio no Porto, recuando ao início de 1935. Então, havia estações como Sonora Rádio e Invicta Rádio, desaparecidas anos depois [a segunda apenas com mudança de nome]. Sonora Rádio teve sucesso, nomeadamente em termos de noticiários sob a forma de magazine, que a Emissora Nacional se apropriaria.

É exatamente da relação entre Sonora Rádio e Emissora Nacional que escrevo hoje. Os CTT, que controlavam a atividade financeira da Emissora Nacional nessa altura, propunham que, enquanto não houvesse um emissor da rádio do Estado no Porto, a Sonora Rádio seria o retransmissor. A despesa mensal andaria pelos quatro mil escudos.

Como indicam os recortes, houve um concurso aberto às rádios do Porto. A Invicta Rádio afirmaria logo estar disponível e possuir os requisitos para a sua transmissão. No último recorte, o jornal informa da atribuição do serviço a Sonora Rádio que, nos intervalos da emissão da rádio do Estado, faria emissões próprias como o noticiário "Diário Sonoro" e música variada.

Era um tipo de afiliação que encontraríamos repetido na década de 1990, quando as rádios locais começaram a entrar na falência e permitiram ser retransmissores das estações centradas em Lisboa, até desaparecerem as marcas originais. Possivelmente, o esgotamento de Sonora Rádio deu-se quando o emissor da rádio do Estado foi instalado no Palácio de Cristal.

[arquivo pessoal de Luís Couto dos Santos, correio-mor da Administração dos Correios e Telégrafos, em depósito na Fundação Portuguesa das Comunicações; recortes do jornal "Comércio do Porto", 3, 5 e 7 de março de 1935]


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