Sobre Jorge Botelho Moniz

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Foto de Jorge Moniz
Outra foto de Jorge Moniz
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A publicação chamava-se Acção e a data 17 de outubro de 1936.

A guerra civil de Espanha (1936-1939) foi dos momentos mais trágicos da história secular daquele país. Em combate, o governo republicano e nacionalistas que a ele se opunham. Estes, inicialmente comandados por José Sanjurjo, que morreu em acidente de avião, passaram a ser dirigidos por Francisco Franco.

O Estado Novo português ajudou quanto pode o movimento dos nacionalistas - embora mostrasse uma pretensa neutralidade. Um dos agentes mais fervorosos desta luta foi Jorge Botelho Moniz, um dos fundadores de Rádio Clube Português e a sua figura mais eminente. “Acção” entrevistou-o e quis conhecer a sua posição.

Desassombro, coragem moral, coerência, valentia, clareza e dignidade foram marcas que o jornal colou a Botelho Moniz, além de o considerar muito popular em Espanha. No texto, o diretor da rádio explicaria como esta foi fundamental na tomada de Toledo pelas tropas de Franco.

Naquela guerra, o papel da propaganda e da contrapropaganda foi essencial e a rádio desempenhou esse papel menos nobre da sua atividade. As rádios inimigas escutavam-se e, sobre a realidade, promoviam os seus pontos de vista antagónicos. O exagero chegou ao ponto de considerar a vitória dos nacionalistas como a da civilização ocidental.

[obrigado a Gonçalo Pereira Rosa por me ter dado a conhecer o artigo]


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