Rádio em Portugal

Vozes: Fernando Pessa

Fernando Pessa construiu, por seu próprio mérito, a condição e o lugar cimeiro entre os maiores comunicadores do século XX em Portugal.

Homem da rádio e da televisão desde a primeira hora, o pioneirismo com que participou na equipa que lançou a radiodifusão no País com a então Emissora Nacional prosseguiu na sua conduta com a desarmante simplicidade que transmitia para o público, desta feita mais tarde, com a Radiotelevisão Portuguesa.

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Foto de Fernando Pessa

Histórico: Incêndio no teatro D. Maria II

A história do Teatro Nacional de D. Maria II está, de algum modo, associada ao triunfo do Romantismo e da burguesia portuguesa do século XIX. Com o advento do liberalismo, o sector mais progressista da intelectualidade nacional teve a oportunidade para desenvolver algumas linhas de acção de que a Cultura há muito sentia necessidade.

A vitória da revolução de 9 de Setembro de 1836 colocou Passos Manuel à frente do governo e uma das medidas de fomento cultural que esse estadista assumiu foi pensar o teatro português em termos globais. Através de uma portaria régia de 1836, encarregou Almeida Garrett da feitura "sem perda de tempo, de um plano para a fundação e organização de um Teatro Nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa".

Foi necessário esperar pelo ano de 1846 para que finalmente tivesse lugar a inauguração do nosso primeiro Teatro Nacional. Nos finais do século XIX, quer em Lisboa, quer por todo o País foram-se edificando teatros de todos os tipos e tamanhos, uns melhores que outros no gosto ou no estilo, simbolizando o triunfo de uma certa forma de cultura burguesa, urbana e laica.

Não obstante as dificuldades crónicas resultantes da inércia, da burocracia e de outros atavismos muito nacionais, Garrett conseguiu em Julho de 1842, dar início ao processo de edificação do Teatro Nacional, cumprindo as funções para as quais tinha sido nomeado por Passos Manuel e pelo então Governador Civil de Lisboa, Joaquim Larcher.

O arquitecto italiano Fortunato Lodi projectou o edifício sobre as ruínas do antigo Paço dos Inquisidores, o Palácio dos Estáus, que servira de sede à Inquisição e que em 1836 tinha sido destruído por um incêndio.

Situado no topo norte da Praça do Rossio, foi construído por Fortunato Lodí.

O novo teatro representava também uma apropriação burguesa da prestigiada praça. A linguagem arquitectónica tem algumas bases neoclássicas (estrutura de templo romano, divisão tripartida do edifício, uso de silharia de junta fendida), embora tenha uma grande liberdade criadora, orientada por um certo gosto de opulência.

Nele colaboraram também os artistas Assis Rodrigues e António Manuel da Fonseca e alguns dos seus discípulos, autores da estátua de Gil Vicente, que remata o frontão da fachada virada para o Rossio. Pedra liós e mármore branco e rosa, constituem o edifício numa linguagem sob o signo do neoclassicismo.

A inauguração ocorreu no dia 13 de Abril de 1846, data do aniversário da Rainha D. Maria II.

A peça que por esta ocasião subiu à cena foi o drama histórico em cinco actos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro. A partir de então, o Teatro Nacional adoptou também a designação de "D. Maria II".

Na noite de 1 de Dezembro de 1964 um violento incêndio destruiu-o quase completamente, poupando apenas as paredes exteriores.

A tarefa de reconstrução demorou 14 anos, reabrindo, finalmente, as portas ao público na noite de 11 de Maio de 1978.

É esta espécie de maldição que se tem abatido sobre as salas de teatro em Portugal e que já levou a muitos incêndios. Mas este foi diferente: a rádio estava lá!

Ouça a reportagem realizada na noite de 1 de Dezembro de 1964 e a forma sentida, quase desesperada, com que o repórter fala do seu teatro, do teatro de todos os lisboetas.

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Imagem do teatro D. Maria II

Vozes: Marcelo Caetano


Marcelo Caetano (1906-1980)

Político, professor e historiador, licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, e doutorou-se em 1931.

Foi um homem notável, marcando uma geração de professores e políticos. Durante a sua vida passou por vários cargos governativos, mas tornou-se conhecido do público em geral, quando, em 1968, na altura do afastamento de Salazar, foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros, cargo que ocupou até 1974, tendo sido deposto com o 25 de Abril.

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Imagem de Marcelo Caetano

Vozes: Américo Tomás


Américo Tomás (1894-1987)

Américo Tomás usou pouco a rádio. Falava apenas nas cerimónias oficiais e nas inaugurações de obras públicas. Segundo consta o texto que lia em cada inauguração era sempre igual variando apenas a indicação do local e uma ou outra palavra de circunstância.

A sua importância estava resumida a uma segunda figura do regime.

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Imagem de Américo Tomás

Extracto de "A ceia dos Cardeais"

A ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas.


28 de Março de 1902: a obra literária "A Ceia dos Cardeais", de Júlio Dantas (O Dantas) é estreada no então Teatro D. Amélia (hoje Teatro São Luís), em Lisboa.

Este livro projectou o escritor no mundo, tendo 50 edições nas mais diversas línguas em 50 anos, atingindo 200 mil exemplares, o que era incalculável naqueles tempos da nossa Literatura.

Peça em um acto, em verso com Alves da Cunha, Assis Pacheco e João Vilaret

Data provável da gravação: 1961

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Representação teatral da Ceia dos Cardeais

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