Restauro e técnica

Quando não se tinha o manual de serviço

Quando não se tinha o manual de serviço do receptor, a única alternativa era o técnico levantar o esquema a partir do próprio circuito do aparelho - para orientar futuras reparações.

Esquema do estágio de alimentação do rádio Philips modelo 451, da década de 1940, fabricado na Argentina. Este receptor foi também comercializado no Brasil. É um receptor de mesa para redes de CA/CC de até 250 V e conta com um sistema de "sintonia automática" de estações, funcionando através de toque em botão, com mecanismo de ajuste prévio do ponto de sintonia.

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Diagrama esquemático do receptor Philips 451
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A dura maratona por peças e para pagar as contas

No tempo dos aparelhos a válvulas, lá por 1940, a atividade de reparação de receptores nada tinha de fácil, ao contrário do que se imagina hoje.

Os aparelhos eram mais simples, mas muitos componentes eram importados e tinham que ser encomendados de comerciantes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os transformadores de alimentação eram caros. Os queimados tinham que ser rebobinados pelo próprio técnico reparador. Assim precisava também ser feito com os reatores de filtro ou com as bobinas de campo dos alto-falantes.

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Carta de fiança

As grandonas que eram pequerruchas

Transcorria a década de 50 e o mercado de componentes eletrónicos começava o seu auge no Brasil. Centenas de reparadores, experimentadores e montadores abasteciam-se nas lojas de peças e acessórios, principalmente do Rio e de São Paulo.

A montagem de receptores valvulados artesanais ingressava também na sua idade de ouro - principalmente depois do surgimento de fabricantes nacionais de indutores prontos e monoblocos pré-calibrados, como os das marcas Comar, Unda, Douglas, Windsor Diamond, Phonovix, Tiple e muitos outros.

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O esquema do rádio montado com as válvulas erradas

Coquetéis de produtos perigosos

Berílio e seus compostos são extremamente tóxicos, mas não são os únicos produtos perigosos usados em eletrônica. O lítio usado nas baterias também pode ser tóxico, em níveis séricos (quantidade de determinada substância no sangue) elevados. Causa danos à tireóide e aos rins.

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Alguns dos materiais que compunham o coquetel

Porque levo choque quando toco no terminal de antena do rádio?

Nos rádios tipo CA/CC ou "AC/DC", isto é, que vinham com o chassis ligado diretamente a um dos lados da rede elétrica, USE SEMPRE UM TRANSFORMADOR ISOLADOR.

Inspecione visualmente o terminal de antena, a bobina e a chave de onda: se estiverem em ordem, sem curtos com o chassi, verifique o capacitor C1. Pode estar em curto ou com fuga. Lembrete: muitos capacitores antigos aparentam estar em bom estado na medição com um ohmímetro ou capacímetro comuns, mas apresentam fuga de corrente quando submetidos a tensão.

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Receptor Empire tipo CA/CC
Receptor convencional com transformador
Receptor Semp, com  autotransformador

Hivac: The Scientific Valve

Hivac era o nome da empresa High Vacuum Valve Com Ltd., da Inglaterra. O slogan da indústria era: "The Scientific Valve".

Ficou famosa por fabricar produtos eletro-ópticos e válvulas subminiatura reguladoras de tensão, válvulas "diodos de brilho", além de válvulas subminiatura diodos de referência de tensão.

Detalhe interessante: todas em formato semelhante ao de lâmpadas néon tipo NE-2.

Uma linha idêntica de produtos da Hivac foi fabricada também nos Estados Unidos sob a marca "Signalite".

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Foto ilustrativa

Produtos PHILCO

No início da década de 50 havia já mais de 32 milhões de usuários de produtos Philco USA no mundo todo, principalmente de rádios. As bases do estrondoso sucesso da marca não foram apenas os diferenciais de bons projetos e da qualidade da montagem dos seus aparelhos, mas também o seu empenho em implantar uma rede de prestadores de serviços de assistência técnica de alta qualificação

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Placa de posto de assistência
Certificado de credenciamento

Rádios famosos de antigamente: Philips Matador

(Oo que advertia, nas instruções de serviço, que poderia ser fatal)

Em Portugal, foi denominado de "Pioneiro", na versão tipo V6A. Na Bélgica foi denominado de "Pionnier". Na Argentina, produzido pela Fapesa, uma subsidiária da Philips, foi apresentado como "Obertura". Na Inglaterra, a versão V7A do receptor (1936-1938), com válvulas FC4, VP4B, TD4, PENA4 e 1821, foi denominada de "Theatrette" pelos colecionadores do equipamento.

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Propaganda do rádio Philips Matador
Diagrama esquemático do Philips

A vida difícil dos profissionais de reparação de antigamente

Para os que hoje reclamam por "PDFs com alta resolução" nas cópias dos diagramas esquemáticos, vejam como era difícil a atividade quando não existiam a Esbrel, Esquemateca Brasileira de Eletrônica, as máquinas Xerox, scanners ou os arquivos de computador: as cópias de esquemas eram fotográficas, em papel sensível. Com o tempo a imagem desvanecia, manchava, borrava.

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Foto 1
Foto 2

Falhas súbitas em válvulas

"Meu receptor ficou mudo de repente. As válvulas acendem, mas uma delas está com um pó branco no seu interior. Qual será o problema?" Perguntou-me um colega do grupo recentemente.

Tudo indica que a causa do problema seja a "válvula com pó branco". O pó branco surge no interior da válvula quando ela perde o vácuo, ou seja, quando trinca o vidro.

Várias podem ser as causas de defeitos repentinos - também chamados de falhas catastróficas - em válvulas. Quase sempre sem aviso.

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Imagem ilustrativa
Trincamento no vidro da base característico de tensão mecânica
Trincamento em retificadora causado por choque térmico
válvula cujo ponto de trincamento estava oculto sob a soldagem do capacete

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